Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
AO VIVO
Eleições no Terra: confira como foi a apuração do 1º turno
Publicidade

Verão no Brasil: 7 sinais na pele que exigem atenção

Pintas que mudam, manchas diferentes e feridas que não cicatrizam podem indicar a necessidade de avaliação dermatológica

5 out 2026 - 13h57
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Com a chegada do verão, especialistas alertam que a observação da pele é crucial para prevenir problemas de saúde. Sinais como assimetria, bordas irregulares, mudanças de cor, tamanho ou relevo em pintas, além de feridas que não cicatrizam e sangramentos recorrentes, exigem avaliação médica imediata. O autoexame não substitui a consulta dermatológica nem o uso constante de protetor solar, já que danos por radiação são cumulativos e o bronzeamento prévio não oferece nenhuma proteção.

A chegada do verão costuma aumentar os cuidados com protetor solar, hidratação e produtos para a pele. Mas existe uma medida que não depende de cosméticos: observar o próprio corpo.

Veja alguns sinais da pele que exigem atenção
Veja alguns sinais da pele que exigem atenção
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Conhecer o padrão da pele ajuda a perceber quando alguma alteração merece atenção. Uma pinta que mudou de formato, uma mancha com novas características ou uma ferida que não cicatriza são exemplos de sinais que não devem ser ignorados.

Segundo a dermatologista Dra. Bianca Almeida, observar a pele regularmente não significa transformar qualquer pinta em motivo de preocupação. O objetivo é identificar mudanças que fogem do padrão habitual.

Confira 7 sinais na pele que merecem atenção antes do verão.

1. Pinta antiga que começou a mudar

Ter pintas há muitos anos é comum. O alerta aparece quando uma delas muda de tamanho, formato ou aparência ao longo de semanas ou meses.

Também é importante observar lesões que começam a se destacar das demais ou apresentam características diferentes do padrão da própria pele.

"Não precisamos olhar para cada pinta com medo. Uma pessoa pode ter dezenas delas e conviver com todas durante anos. O que chama atenção é quando uma lesão passa a se comportar de maneira diferente das demais, seja porque cresceu, mudou de formato ou cor, começou a sangrar ou simplesmente parece diferente do padrão daquela pele", explica a dermatologista.

2. Assimetria e bordas irregulares

A regra do ABCDE das pintas é uma ferramenta usada para ajudar na observação da pele. A letra A representa a assimetria, enquanto B está relacionada às bordas.

Ao analisar uma pinta, vale observar se as duas metades apresentam formatos muito diferentes ou se o contorno deixou de ser regular.

"O ABCDE ajuda a população a entender algumas características que merecem ser observadas, mas não deve ser utilizado para fazer um diagnóstico em casa. Se existe uma pinta diferente ou que mudou de aspecto, o ideal é que ela seja examinada adequadamente", orienta Bianca.

3. Mudança de cor na pinta

Alterações de cor também devem entrar no radar.

Uma lesão pode apresentar diferentes tonalidades ou mudar de cor em relação ao aspecto anterior. Esse sinal merece ainda mais atenção quando aparece acompanhado de outras transformações.

"Mais importante do que tentar decidir sozinho se determinada cor é normal ou não é perceber se houve uma transformação. Conhecer como aquela pinta costumava ser ajuda muito. Quando existe uma mudança de cor ou ela começa a destoar das demais, vale procurar avaliação", explica a médica.

4. Evolução da lesão

O E do ABCDE significa evolução. Por isso, não é necessário esperar que uma pinta atinja determinado tamanho para buscar avaliação.

Crescimento, mudança de relevo, alteração de textura ou qualquer transformação progressiva pode ser relevante, mesmo quando a lesão continua pequena.

"O ABCDE funciona como um alerta, não como um diagnóstico feito em casa. Às vezes, o mais importante é justamente a evolução. Se aquela pinta mudou em relação ao que era antes, vale mostrar ao dermatologista", afirma a especialista.

5. Ferida que não cicatriza

Nem toda alteração de pele tem aparência de pinta.

Uma ferida que forma uma casquinha, melhora temporariamente e volta a aparecer também merece atenção. O cuidado deve ser maior quando a alteração está em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto e colo.

"Se a pessoa passa meses retirando uma casquinha do mesmo lugar, percebe sangramentos recorrentes ou vê uma lesão desaparecer e voltar, não deveria simplesmente continuar tratando como um machucado. A persistência é justamente uma característica que merece avaliação", alerta a dermatologista.

6. Sangramento recorrente

Uma lesão pode sangrar após um trauma, coçada ou outro tipo de machucado. Porém, sangramentos repetidos ou que aparecem sem uma explicação evidente precisam ser avaliados.

O mesmo vale quando o sangramento acontece junto com crescimento, mudança de cor ou alteração no aspecto da lesão.

"Não é necessário esperar uma lesão doer para procurar um dermatologista. Algumas alterações importantes podem ser completamente assintomáticas no início. Se existe sangramento recorrente ou uma mudança que não estava presente anteriormente, é melhor investigar", orienta Bianca.

7. Bronzeado não prepara a pele para o verão

Com o aumento das temperaturas, algumas pessoas começam a se expor mais ao sol para conquistar um bronzeado antes das férias.

No entanto, o bronzeado não funciona como uma proteção para exposições futuras. A radiação ultravioleta causa danos que se acumulam ao longo do tempo.

Por isso, a proteção solar deve fazer parte da rotina durante todo o ano, e não apenas no verão.

"O bronzeado não é uma proteção para exposições futuras. A radiação ultravioleta produz um dano cumulativo, por isso a fotoproteção precisa fazer parte da rotina antes, durante e depois do verão. Conhecer a própria pele também faz diferença: se alguma coisa mudou, parece diferente ou não cicatriza, esse já é um motivo para procurar avaliação", finaliza a dermatologista Dra. Bianca Almeida.

Como fazer um check-up da própria pele?

A observação regular pode ajudar a identificar mudanças. Uma boa estratégia é examinar a pele em um local bem iluminado e observar também regiões menos visíveis, como costas, couro cabeludo e áreas entre os dedos.

O autoexame da pele não substitui a consulta com o dermatologista. A regra ABCDE também não serve para confirmar ou descartar câncer de pele.

Ao perceber uma pinta que mudou, uma lesão que sangra ou uma ferida que não cicatriza, procure avaliação profissional.

Antes de pensar apenas no bronzeado e nos produtos para o verão, vale incluir a saúde da pele na lista de cuidados. Afinal, conhecer o próprio corpo também é uma forma de prevenção.

Saúde em Dia
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra