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Morte de Glória Maria e metástase cerebral: Entenda o que causa doença

Ícone do jornalismo morreu nesta quinta-feira aos 73 anos. Ela passou por tratamento com imunoterapia para tentar frear avanço da doença

3 fev 2023 - 16h31
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Nesta quinta-feira, 2, o jornalismo brasileiro perdeu um de seus grandes ícones, a jornalista a apresentadora Glória Maria. Conforme comunicado da TV Globo, ela foi diagnosticada em 2019 com um câncer de pulmão, sofreu metástases no cérebro, que tiveram tratamento exitoso no início, mas que deixou de fazer efeito nos últimos dias.

"Ela teve uma recidiva, uma progressão da doença no cérebro. Isso infelizmente é uma coisa que pode acontecer em câncer de pulmão. A gente acaba controlando por um tempo e, depois, a gente perde o controle e a doença cresce novamente", comenta o oncologista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Luis Antonio Pires.

Segundo Pires, o câncer de pulmão é bastante frequente no Brasil, com projeção de cerca de 30 mil novos casos neste ano. A taxa de falecimento também é "elevada", afirma, com quase 28 mil óbitos registrados em 2020. "São números bastante assustadores", destaca. A principal causa desse tumor é o tabagismo, de acordo com o médico.

A depender do momento e de quão avançado estiver o tumor, há uma série de tratamentos que podem ser feitos (cirurgia, quimioterapia e radioterapia, drogas alvos para atacar uma determinada mutação). O comunicado da Globo informa que a jornalista passou por imunoterapia, que promove um ativação do sistema imune do paciente.

"Ter células diferentes no corpo da gente todo mundo tem e o organismo é capaz de detectar essas células e destruí-las. Quando a gente tem alguns tipos de tumores, como de pulmão, essas células crescem e o sistema imune não consegue reconhecer essas células como sendo estranhas, é como se essa tivesse um disfarce. Quando a gente fala de imunoterapia, foram remédios que foram criados para tirar o disfarce dessa célula do tumor e o próprio organismo da pessoa vai combater aquela célula doente", explica Pires.

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  • Ultrapassar a barreira é um indicativo do agravamento da doença e de que curá-la vai ser mais difícil. "Quando ele se implanta no sistema nervoso, o prognóstico piora em mais de 50%", diz Chaddad.

    Isso não significa que não haja possibilidade de vencer o tumor. O tratamento de metástases cerebrais vão depender de uma série de fatores. Entre eles, do número, da localização e do tamanho das lesões. As opções terapêuticas microcirurgia, radiocirurgia (tratamento com radiação, que queima a lesão), radioterapia do cérebro inteiro (quando há muitas lesões) e tratamentos sistêmicos (pela boca e pela veia, como quimioterapia e radioterapia).

    A causa da metástase é necessariamente o tumor primário. Logo, a prevenção está no diagnóstico precoce. Detectar a doença em um estágio inicial, em que não haja disseminação para outros órgãos. "A chance de controle é muito melhor", diz Aversa.

    Estadão
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