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Hantavirose e leptospirose: as diferenças que você precisa saber

Ambas vêm de roedores, mas as diferenças entre hantavirose e leptospirose vão dos sintomas à forma de contágio. Especialista explica tudo.

8 mai 2026 - 17h18
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Hantavirose e leptospirose têm uma coisa em comum: ambas estão associadas a roedores. Mas as diferenças entre elas são muitas, e entendê-las faz toda a diferença na hora de se proteger e buscar o tratamento certo.

Foto: JonPauling/Pixabay
Foto: JonPauling/Pixabay
Foto: Saúde em Dia

Mesma origem, doenças distintas

Apesar de causarem confusão, as duas doenças envolvem tipos diferentes de ratos e perfis epidemiológicos bem distintos. Enquanto a leptospirose é muito mais frequente em áreas urbanas, a hantavirose costuma estar ligada ao ambiente rural.

"Embora hantavirose e leptospirose estejam associadas a roedores, elas envolvem tipos de ratos diferentes e têm perfis epidemiológicos distintos", explica o Dr. Fernando Silveira, infectologista do Hospital Mantevida. Essa distinção é fundamental para entender como cada doença se propaga.

A leptospirose está relacionada principalmente ao rato de esgoto, comum em cidades. Já a hantavirose está mais ligada a roedores silvestres encontrados em zonas rurais, plantações, celeiros e galpões.

Como cada doença é transmitida

Leptospirose: o risco vem da água contaminada

A transmissão da leptospirose ocorre quando a urina do rato contaminado entra em contato com a pele ou mucosas. Isso acontece principalmente por meio de água de enchente, lama ou solo úmido.

"A leptospirose, muito mais frequente no Brasil, está relacionada principalmente ao rato de esgoto, comum em áreas urbanas com enchentes, lixo acumulado e deficiência de saneamento", afirma o Dr. Fernando Silveira. Por isso, os surtos se concentram nos períodos de chuva intensa e inundações.

Qualquer ferimento na pele, mesmo pequeno, aumenta o risco de contágio em ambientes alagados. A proteção individual nesses momentos é essencial.

Hantavirose: o perigo está no ar de locais fechados

A hantavirose tem uma forma de transmissão menos conhecida, mas igualmente perigosa. A infecção ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina e saliva secas de roedores silvestres.

"A infecção ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina e saliva secas desses animais, especialmente durante limpeza de ambientes fechados e pouco ventilados", explica o infectologista. Por isso, varrer sem proteção um galpão ou depósito infestado é um risco real.

Diferentemente da leptospirose, não é preciso encher de água para haver contágio. Basta respirar em um ambiente contaminado e sem ventilação adequada.

Sintomas parecidos, evoluções diferentes

No início, as duas doenças podem confundir. Febre, dores no corpo e mal-estar estão presentes nos primeiros dias de ambas. Mas a evolução clínica é onde as diferenças ficam mais evidentes.

"Na maior parte dos casos, a leptospirose evolui de forma leve a moderada e responde bem ao tratamento quando diagnosticada precocemente. No entanto, uma parcela dos pacientes pode desenvolver formas graves, com insuficiência renal, icterícia e hemorragias", alerta o Dr. Fernando Silveira.

Já a hantavirose costuma ser mais agressiva desde o início. "A hantavirose costuma ter evolução mais agressiva, frequentemente com comprometimento pulmonar importante e insuficiência respiratória", completa o especialista. A velocidade de diagnóstico, em ambos os casos, pode salvar vidas.

Como se prevenir em cada situação?

As medidas de prevenção também variam conforme o tipo de exposição. Conhecer as diferenças entre os ambientes de risco ajuda a se proteger com mais precisão.

Para leptospirose, as principais recomendações são estas a seguir.

  • Evitar contato com água de enchente e lama.

  • Usar botas e luvas em áreas alagadas.

  • Reforçar o saneamento e o controle de lixo no entorno da casa.

  • Cobrir ferimentos antes de qualquer contato com solo úmido.

  • Lavar bem os alimentos que possam ter tido contato com água contaminada.

Para hantavirose, o cuidado é diferente.

  • Ventilar bem ambientes fechados antes de qualquer limpeza.

  • Nunca varrer locais com fezes secas de roedores sem proteção.

  • Usar máscara e luvas em áreas rurais ou em galpões infestados.

  • Molhar levemente o chão antes de limpar, para não levantar poeira.

  • Evitar acampamentos em locais com sinais de presença de roedores silvestres.

Qual das duas é mais comum no Brasil?

Do ponto de vista da saúde pública, a leptospirose segue sendo a doença mais frequente no país. Os surtos se repetem todo ano, principalmente após as chuvas do verão.

"A leptospirose continua sendo muito mais prevalente no Brasil, especialmente após períodos de chuva intensa e enchentes urbanas, enquanto a hantavirose permanece mais restrita a exposições ambientais em áreas rurais", conclui o Dr. Fernando Silveira, do Hospital Mantevida.

Isso não significa que a hantavirose seja menos grave. Pelo contrário: por ser menos conhecida e ter evolução rápida, ela exige atenção redobrada de quem vive ou trabalha em áreas de risco.

Saúde em Dia
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