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DJ Carol Emmerick fala sobre conforto, pertencimento e os novos códigos da moda

9 out 2026 - 14h48
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Resumo
A DJ Carol Emmerick analisa como a ascensão do wellness e das experiências diurnas transformou a moda, impulsionando a tendência athleisure. Peças esportivas e confortáveis deixaram o nicho das academias para integrar o cotidiano, flexibilizando antigos padrões de elegância. Mais que mera comodidade, vestir-se com foco no bem-estar tornou-se um forte marcador social e de pertencimento, redefinindo o conceito de estar bem-vestido através da funcionalidade e da identidade nas redes sociais.

Eu acredito que a forma como as pessoas se vestem está diretamente ligada às maneiras como escolhem viver e socializar. O crescimento dos eventos de wellness, termo usado para falar de bem-estar e de uma rotina voltada à saúde física e mental, e das experiências durante o dia mostra justamente essa mudança. Hoje, não estamos falando apenas de uma roupa confortável para praticar exercício, mas de um estilo de vida que também passa pela maneira de se apresentar e de pertencer a determinados espaços.

Carol Emmerick
Carol Emmerick
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

É nesse cenário que o athleisure, conceito que mistura roupas esportivas com peças do dia a dia, ganhou ainda mais força. Leggings, tops, tênis, conjuntos esportivos e peças oversized, aquelas de modelagem mais ampla e folgada, deixaram de estar restritos à academia e passaram a fazer parte de produções para diferentes momentos do dia.

Carol Emmerick
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Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

Para mim, existe uma dimensão social muito forte nisso. Pertencer a um grupo que coloca o exercício e o bem-estar como parte da rotina também passou a funcionar como um marcador de identidade. Vestir-se de acordo com esses valores é uma maneira de comunicar que você também faz parte desse movimento.

Carol Emmerick
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Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

As redes sociais potencializaram muito esse comportamento. Existe hoje um número enorme de marcas que traduzem esse estilo para o cotidiano de quem quer incorporar hábitos saudáveis à própria rotina. Quando compartilhamos uma experiência de corrida, yoga, beach club, expressão usada para definir espaços de lazer à beira-mar que combinam convivência, gastronomia, música e atividades de bem-estar, ou outro evento desse tipo, não estamos mostrando apenas o lugar ou o look. Também estamos comunicando uma determinada maneira de viver. A roupa acaba funcionando como parte dessa narrativa.

Carol Emmerick
Carol Emmerick
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

A moda, por sua vez, está respondendo a essa mudança com tecidos, modelagens e peças cada vez mais versáteis. O conforto deixou de ser um detalhe e passou a ocupar uma posição central nas escolhas.

A pessoa quer conseguir se movimentar, passar horas em um evento e, ao mesmo tempo, manter uma estética que faça sentido para aquele ambiente. É uma moda que precisa acompanhar a rotina, e não interrompê-la.

Carol Emmerick
Carol Emmerick
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

O crescimento das experiências diurnas também contribui para flexibilizar antigos códigos de elegância. O tênis, os tecidos leves e as peças esportivas já conseguem circular naturalmente por ambientes que antes exigiam uma produção mais formal. Uma roupa pode acompanhar a pessoa da academia para um brunch, refeição geralmente associada ao período entre o café da manhã e o almoço, ou de uma atividade ao ar livre para um encontro com amigos sem que isso pareça inadequado.

Para mim, essa transformação mostra que estamos repensando o próprio conceito de estar bem-vestido. A elegância não desapareceu, mas ganhou novos códigos. Hoje, conforto, mobilidade, funcionalidade e identificação com determinado estilo de vida também fazem parte dessa construção. O que antes era visto apenas como roupa esportiva agora pode representar pertencimento, comportamento e até uma forma de se posicionar socialmente.

Carol Emmerick, DJ, curadora musical e especialista em experiências premium, é um dos nomes em destaque no mercado de eventos de luxo no Brasil. Com 10 anos de carreira e atuação internacional, compartilha mensalmente no Elas no Tapete Vermelho tendências, bastidores e reflexões sobre música, comportamento, hospitalidade e o universo dos grandes eventos.

Elas no Tapete Vermelho
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