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Pedreiro diz que vendeu tudo para viajar mais de 2 mil km e encontrar mulher criada por IA

Após descobrir que a pretendente não existia, maranhense precisou de ajuda para voltar e está hospedado com familiares.

16 out 2026 - 17h48
(atualizado às 18h07)
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Resumo
O pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, vendeu todos os seus bens e viajou mais de 2 mil km do Maranhão a Belo Horizonte para encontrar uma mulher que conheceu na internet. Ao chegar ao destino, descobriu que o perfil "Jéssica Fazendeira", que prometia relacionamento e vida no campo, era uma personagem fictícia criada por inteligência artificial. Sem recursos financeiros para voltar para casa após a desilusão amorosa, ele precisou ser socorrido pela assistência social do município.

A expectativa de encontrar uma companheira levou o pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, a vender seus pertences e viajar mais de 2 mil quilômetros entre Imperatriz, no Maranhão, e Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ao chegar, descobriu que a mulher que procurava era uma personagem criada por inteligência artificial.

Edimar Rocha Martins, de 49 anos, diz que conversava com IA desde 2020.
Edimar Rocha Martins, de 49 anos, diz que conversava com IA desde 2020.
Foto: Reprodução/ TV Mirante/ Arte Portal de Prefeitura / Portal de Prefeitura

Em entrevista à TV Mirante, ele contou que se desfez dos bens para custear a viagem. "Vendi minhas coisas todas, acabei com tudo", lamentou. De volta a Imperatriz desde quinta-feira, 15 de outubro, está hospedado na casa de familiares.

Perfil prometia uma vida na fazenda

Edimar acompanhava o perfil de "Jéssica Fazendeira", que publicava vídeos sobre a procura por um companheiro disposto a morar em uma fazenda. A personagem também prometia ajudar financeiramente o pretendente.

O pedreiro relatou que não desconfiou porque nunca recebeu pedidos de dinheiro. Acreditando na possibilidade de construir uma vida a dois, decidiu partir para Minas Gerais.

A conta reunia mais de 300 mil seguidores e também divulgava anúncios de uma plataforma de vendas. Apesar da aparência realista das publicações, a mulher apresentada nos vídeos não existia.

Descoberta aconteceu após chegada a Belo Horizonte

Edimar chegou à capital mineira no domingo (11). Sem conseguir encontrar a suposta pretendente, procurou a Rádio Itatiaia, onde recebeu a informação de que as imagens eram produzidas por inteligência artificial.

O relato também revelou o contexto emocional que motivou a viagem. Ele falou sobre a solidão e a vontade de recomeçar após a morte da mãe. A expectativa de encontrar companhia acabou dando lugar à frustração ao perceber que não haveria o encontro.

Sem recursos, precisou de assistência

Sem dinheiro para retornar, o trabalhador recebeu atendimento da rede de assistência social de Belo Horizonte. A passagem foi providenciada na terça-feira (13) pela Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante, com destino ao Tocantins.

O serviço atende pessoas em situação de migração e vulnerabilidade, oferecendo orientação, alimentação e, quando necessário, acolhimento provisório. Também pode conceder transporte para locais onde o usuário tenha familiares ou uma rede de apoio.

Após a repercussão, a prefeitura divulgou informações sobre esse atendimento. Segundo a Itatiaia, outros dois homens também haviam viajado a Belo Horizonte, nos meses anteriores, depois de acreditar em personagens virtuais que prometiam relacionamento ou emprego.

Apesar da decepção, Edimar afirmou que pretende voltar à capital mineira para conhecer outra pessoa. Ele não informou quando faria uma nova viagem.

Portal de Prefeitura
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