ESPECIAL
   Últimas     Notícias     Mundo     Brasil     Economia     Esporte     Informática     Revistas

GALERIA DE FOTOS


Reuters
Gentilezas entre Ehud Barak e Yasser Arafat (observados por Bill Clinton) marcam o primeiro dia da cúpula

Reuters
Bill Clinton conversa com Yasser Arafat em Camp David

Reuters
Jerusalém, a cidade sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos é o ponto mais difícil do acordo


Jerusalém esfria negociações em Camp David
Por Kerley Tolpolar

O encontro que reúne o primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat já passa de duas semanas. Desde o dia 11 de julho, ouviram-se muitos boatos e quase nenhuma informação segura sobre acordos. Os principais pontos a serem discutidos – o retorno dos refugiados à Palestina, a retirada total dos territórios conquistados por Israel em 1967 e a ocupação de colônias judaicas na Cisjordânia – ficaram praticamente ofuscados frente ao grande impasse: a soberania nos santuários religiosos de judeus, cristãos e muçulmanos e nos bairros árabes de Jerusalém, anexados pelos israelenses.

As chances para a paz e a criação de um estado palestino parecem ser cada vez menores. Arafat já recusou uma proposta norte-americana que oferecia controle parcial de algumas áreas de Jerusalém. Além disso, o presidente palestino anunciou que poderá entrar em guerra com Israel caso a cúpula de Camp David fracasse.

Para Ehud Barak, não restam muitas alternativas. Antes da reunião, deixou claro que não negociaria a posse de Jerusalém, o retorno dos refugiados à Palestina, a retirada total dos territórios conquistados em 1967 e a ocupação de colônias judaicas na Cisjordânia.

A última esperança recai no presidente norte-americano Bill Clinton, que esteve ausente de Camp David por três dias, quando participou da reunião dos oito países mais ricos do mundo, integrantes do G-8, no Japão. Agora mais do que nunca, Clinton precisará da inspiração de seu antecessor Jimmy Carter, que em 1978 foi o intermediário da paz assinada em Camp David por Israel e Egito, representados então pelo primeiro-ministro israelense Menachem Begin e pelo presidente egípcio Anwar Sadat.

Em Israel, a população está dividida. Segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal israelense Maariv, 42% estaria a favor de um acordo de paz que implicasse a criação de um estado e a soberania palestina em setores de Jerusalém. No lado palestino, a diferença se repete. Líderes do Hamas, grupo terrorista que prega a destruição de Israel, chegou a pedir que Arafat se retirasse "imediatamente do complô e da farsa de Camp David para se integrar de novo nas fileiras de nosso povo em sua luta contra o inimigo sionista".

Apesar da discórdia e do impasse que está instalado em Camp David, a vontade dos líderes Arafat e Barak de chegar a um consenso não pode ser ignorada. Já são 52 anos de conflitos e israelenses e palestinos querem paz, resta saber o preço que se dispõem a pagar por ela.

Saiba mais sobre o conflito:
» Etapas do encontro em Camp David
» Cronologia do processo de paz no Oriente Médio
» Saiba mais sobre Jerusalém
» Localize-se vendo mapas da região
Leia no Almanaque:
» Conflito árabe-israelense: A Guerra sem fim

Volta

 

Copyright© 1996 - 2000 Terra Networks, S.A. Todos os direitos reservados. All rights reserved.