Ex-deputado italiano Alessandro Di Battista recebe alta: 'Muito melhor'
Antigo expoente do M5S havia sido internado de urgência em Cuba
O jornalista e ex-deputado italiano Alessandro Di Battista recebeu alta após enfrentar um grave problema de saúde iniciado em Cuba, onde precisou passar por cirurgia após fortes dores de cabeça. Transferido para Roma em uma UTI aérea, ele agora se recupera em casa. Figura histórica do Movimento 5 Estrelas, do qual se desvinculou em 2021 por divergências sobre alianças políticas, Di Battista agradeceu aos médicos e ao público pelo apoio recebido durante a internação.
O ativista, jornalista e ex-deputado do partido italiano Movimento 5 Estrelas (M5S) Alessandro Di Battista recebeu alta hospitalar e afirmou nesta sexta-feira (18) que está se recuperando após o grave problema de saúde que enfrentou durante uma viagem a Cuba.
Di Battista, 48 anos, havia sido internado em Havana no fim de agosto, depois de sentir fortes dores de cabeça enquanto estava na ilha caribenha para produzir uma reportagem. Após uma melhora inicial, seu retorno à Itália precisou ser adiado devido a uma piora no quadro, que exigiu uma cirurgia.
No último fim de semana, ele foi transferido em um avião ambulância para o Hospital Agostino Gemelli, em Roma, onde estava internado desde então.
"Estou me sentindo muito melhor e finalmente estou em casa", escreveu o ex-deputado em publicação no Instagram, acompanhada de uma foto ao lado do amigo Luca Di Giuseppe, presidente da associação Schierarsi (Tomar Partido, em tradução livre), fundada pelo político.
"Agradeço aos médicos e à equipe do hospital Gemelli, e obrigado a todos vocês pelo apoio que senti todos os dias. Nas próximas semanas, contarei a vocês o percurso que terei de enfrentar", acrescentou.
Apelidado de "Che Guevara 5 Estrelas", Di Battista foi deputado entre 2013 e 2018 e uma das principais figuras do M5S no auge da popularidade do partido. No entanto, após a chegada do movimento ao governo, em 2018, passou a criticar as alianças com forças tradicionais da política italiana, primeiro com a direita e depois com a centro-esquerda.
Em fevereiro de 2021, rompeu definitivamente com o M5S devido à decisão da legenda de integrar o gabinete de união nacional liderado pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi.
Desde então, perdeu espaço no debate político, mas manteve-se como uma voz ativa em prol de causas como o aumento dos investimentos em saúde pública, o fim do envio de armas à Ucrânia e o reconhecimento internacional da Palestina.
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