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Colômbia revoga decreto que limitava investimentos de fundos de pensão no exterior

7 out 2026 - 10h44
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Resumo
O novo governo da Colômbia revogou o decreto que limitava em 30% os investimentos de fundos de pensão privados no exterior. A medida anterior, criada para forçar a repatriação de capital para projetos locais, ameaçava valorizar excessivamente o peso e inflacionar ativos domésticos. Segundo o ministro da Fazenda, a decisão permite que as gestoras, responsáveis por quase US$ 179 bilhões, diversifiquem suas carteiras e busquem maiores retornos sem a obrigação de repatriar mais de US$ 30 bilhões.

O governo ‌recém-empossado da Colômbia revogou um decreto que limitava os investimentos de fundos de pensão privados no exterior a 30%, afirmou o ministro da Fazenda, Miguel Gomez, ⁠nesta quarta-feira.

O decreto anterior, emitido em ‌abril passado pelo governo do ex-presidente Gustavo Petro, tinha como objetivo obrigar ‌os fundos de pensão ‌a repatriar capital para impulsionar investimentos ⁠em infraestrutura e projetos econômicos nacionais.

"Ao remover essa restrição, os fundos poderão diversificar melhor suas carteiras, acessar mais mercados e buscar retornos mais elevados", disse ‌Gomez em uma mensagem gravada.

A associação setorial ‌Asofondos informou ⁠que as ⁠gestoras de fundos privados da Colômbia, entre as ⁠quais se ‌incluem Porvenir, Proteccion, ‌Colfondos e Old Mutual, administram uma carteira combinada de aproximadamente 579 trilhões de pesos (US$179 bilhões) em nome de ⁠quase 20 milhões de participantes.

A regra anterior exigia a repatriação gradual de mais de 100 trilhões de pesos (US$30,9 bilhões) para a ‌economia colombiana, segundo a Asofondos. Atualmente, os investimentos estrangeiros representam aproximadamente 48% da ⁠carteira total dos fundos, o que equivale a quase 278 trilhões de pesos (US$85,8 bilhões).

O decreto anterior corria o risco de provocar uma forte valorização do peso em relação ao dólar e elevar artificialmente os preços dos ativos domésticos.

"Estamos corrigindo essa política antes que ela entre em vigor e tenha qualquer impacto significativo", acrescentou Gomez.

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