Ataque do Irã a base na Jordânia danificou aeronaves militares dos EUA, diz autoridade norte-americana
Ataques do Irã à base de Muwaffaq Salti, na Jordânia, danificaram aeronaves militares dos EUA, como um A-10 e oito F-15s, após retaliações mútuas envolvendo navios e petroleiros. A ação forçou o disparo de cerca de 30 mísseis Patriot, acentuando o esgotamento das defesas aéreas americanas, que já consumiram cerca de 65% de seus estoques de interceptadores. Desde o início da guerra, em fevereiro, o confronto já resultou em 18 militares dos EUA mortos e mais de 800 feridos.
Ataques iranianos danificaram várias aeronaves militares norte-americanas nesta semana na Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, informou uma autoridade dos EUA à Reuters.
As Forças Armadas dos EUA, as mais bem financiadas do mundo, sofreram danos materiais mesmo antes dos ataques do Irã na terça-feira. Isso inclui a destruição de mais de duas dúzias de drones, ataques do Irã a caças e aeronaves perdidas em acidentes.
De acordo com um relatório de maio do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA, 42 aeronaves militares dos EUA já haviam sido perdidas ou danificadas no conflito.
Desde o início da guerra com o Irã, em fevereiro, 18 militares norte-americanos foram mortos e mais de 800 ficaram feridos.
Uma autoridade norte-americana, falando sob condição de anonimato, disse que o ataque do Irã atingiu um A-10 Thunderbolt II, conhecido como Warthog, deixando-o sem uma asa, enquanto cerca de oito F-15s sofreram danos leves e foram recolocados em serviço.
O ataque do Irã à base dos EUA na Jordânia ocorreu depois que as forças norte-americanas afirmaram ter destruído cinco petroleiros iranianos. Os EUA afirmaram que seus ataques foram uma resposta ao fato de a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ter atacado um navio de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos por duas vezes nos dois dias anteriores.
O ataque iraniano exigiu que as forças dos EUA disparassem cerca de 30 mísseis interceptadores Patriot para neutralizar os mísseis, disse a autoridade norte-americana, em meio a crescentes preocupações com o estoque de interceptadores de defesa aérea e outros mísseis dos EUA.
Embora os números específicos do estoque sejam confidenciais, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que cerca de 65% dos mísseis interceptadores Patriot dos EUA foram utilizados entre fevereiro e julho, restando menos de 850 em estoque, contra 2.330 antes do início da guerra com o Irã.
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