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GRANDES DATAS
1975 - independência de Angola, após guerra contra portugueses.
Guerra civil entre o MPLA, a Unita e a FNLA.
1979 - José Eduardo dos Santos chega à presidência. 1988 - criação da Missão de Verificação das Nações Unidas (Unavem).
Acordo em Nova York para a retirada de 50 mil soldados cubanos que apóiam o governo.
1991 - Multipartidarismo aceito. Acordo de paz entre Dos Santos e a Unita, para realização de eleições livres.
1992 - República Popular de Angola se converte em República de Angola.
Eleições gerais democráticas supervisionadas pela ONU, e vencidas pelo MPLA. Unita contesta os resultados. Reinício da guerra.
1993 - EUA reconhecem governo de Dos Santos.
ONU diz que 25 mil pessoas morreram em confrontos.
1994 - assinatura de acordos de paz de Lusaka.
1996 - promulgação da lei da anistia.
1997 - tomada de posse dos deputados da Unita, eleitos em 1992.
Primeiro governo de unidade nacional.
Sanções da ONU contra Unita por não respeitar acordos de paz.
1998 - A Unita é reconhecida como partido político.
Reinício da guerra civil em grande escala.
1999 - presidente Dos Santos assume plenos poderes.
ONU põe fim à Missão de Observação das Nações Unidas em Angola (Monua).
2000 - uma comissão de investigação da ONU acusa chefes de estado africanos de estarem implicados no tráfico de armas e diamantes com a Unita, violando assim as sanções da ONU.
Dos Santos reconhece a existência de "focos de resistência" da Unita. Violentos combates, sobretudo na província de Moxico (extremo-leste), onde a população isolada sofre fome.
MPLA afirma que não se reúnem as condições necessárias para a realização de eleições gerais em 2001, como exige a oposição civil.

Angola comemora 25 anos de independência e guerra civil

Por Gabriela Escobar/Redação Terra

No 25º aniversário da proclamação de sua independência, Angola ainda está sob a sombra da guerra civil. Apesar do presidente José Eduardo dos Santos, que pertence ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), querer passar uma impressão de normalidade, anunciando inlusive uma anistia geral, os conflitos prosseguem massacrando a população civil, que se livrou do jugo da colonização portuguesa para cair na guerra interna movida por disputas tribais.

Nos últimos 25 anos, depois da libertação de Portugal, o MPLA e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) escreveram uma história de conflitos, massacres e desrespeito pelos angolanos. Com o embate entre as duas poderosas organizações o país não conseguiu montar um estado capaz de prover os serviços mais básicos, como saúde e educação, fazendo com que a independência pouco signifique objetivamente para a população.

Durante os 15 primeiros anos da guerra civil, ataques, recrutamentos forçados, abusos diversos e saques foram praticados pelos dois lados envolvidos. Nesta época, os serviços de assistência humanitária começaram a chegar ao país cumprindo um papel que deveria ser do Estado.

Com os olhares internacionais sempre voltados para si, governo e guerrilha assinaram o Acordo de Paz de Lousaka, mas após alguns anos de relativa calmaria, em 1998 os conflitos recomeçaram. Agora a violência atingiu outros níveis e, nos últimos dois anos, a qualidade da assistência oferecida à população se deteriorou.

A ong Médicos Sem Fronteiras, alega que o acesso ao atendimento que oferece à população vem sendo negado a quem precisa. A organização elaborou um relatório sobre as condições da saúde na região, denunciando o desvio de verbas destinadas a esta área para armar o exército.

Como se não bastasse isto um verdadeiro regime de terror vem se instalando de lado a lado, fazendo com que os cidadãos comuns tenham que se sujeitar tanto a rebeldes, quanto a membros das Forças Armadas para não morrer durante as invasões a aldeias. Nestes momentos nada é sagrado, segundo relatos feitos por angolanos, mulheres são violadas, crianças e velhos são surrados, homens são mortos ao se recusarem a entrar na luta.

É neste clima que se o país comemora 25 anos de liberdade.


Volta

SAIBA MAIS
Angola: 25 anos de independência, 40 de guerra
Por Paulo Vizentini

Íntegra do relatório da ong Médico sem Fronteiras

Angola: uma nação em guerra

Origem da
guerra civil


A república não trouxe a paz

A última
tentativa de
acabar com o conflito


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