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Angelina Jolie e Cate Blanchett pedem proteção aos refugiados no 75º aniversário da Convenção da ONU

28 jul 2026 - 13h07
(atualizado às 13h22)
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As atrizes Angelina Jolie e ‌Cate Blanchett e a arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, estavam entre as figuras públicas que, nesta terça-feira, pediram que as proteções aos refugiados fossem mantidas, enquanto as Nações Unidas condenavam a crescente pressão sobre os sistemas de asilo.

As garantias jurídicas para os refugiados estão consagradas na Convenção sobre Refugiados de ⁠1951, elaborada após a Segunda Guerra Mundial, que deslocou dezenas de milhões de ‌pessoas.

No entanto, embora a maioria das pessoas ainda apoie o princípio do refúgio seguro, muitos governos estão endurecendo os controles de fronteira em meio ‌a um número quase recorde de deslocamentos em ‌todo o mundo, à medida que os conflitos se proliferam.

A agência ⁠da ONU para refugiados divulgou uma declaração de apoio à convenção, intitulada "The Promise" (A Promessa), assinada por dezenas de celebridades, atletas, líderes empresariais e líderes religiosos.

O alto comissário Barham Salih, ex-presidente do Iraque e refugiado, afirmou que a convenção salvou milhões de vidas.

"Há setenta e cinco anos, o mundo fez uma ‌promessa de proteger as pessoas forçadas a fugir. Nossa responsabilidade agora é manter ‌essa promessa viva, para todas ⁠as gerações futuras", ⁠disse ele antes de uma reunião sobre a proteção aos refugiados na ONU, em Genebra, ⁠nesta terça-feira.

Os atores Ben Stiller, Michelle ‌Yeoh, Cynthia Erivo e ‌Riz Ahmed estavam entre os signatários, juntamente com a primeira mulher a ocupar a Presidência de um país da África e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Ellen Johnson Sirleaf, e o astro do basquete Wenyen ⁠Gabriel.

Para agravar os desafios enfrentados pelos refugiados, os Estados Unidos — que antes eram o maior doador da agência da ONU para refugiados, responsável pela supervisão da implementação da convenção — consideraram recentemente romper laços com a organização, informou a Reuters.

A convenção e seu protocolo ‌de 1967 foram ratificados por 149 países, o que os torna um dos marcos jurídicos internacionais mais amplamente apoiados.

Mas grupos de direitos humanos estão ⁠preocupados com as crescentes restrições ao asilo, como os planos da União Europeia de criar centros de detenção no exterior e as restrições do presidente dos EUA, Donald Trump, à admissão de refugiados.

"Estamos vendo uma série de esforços por parte dos governos para empregar táticas com o objetivo de se livrar das obrigações previstas na convenção", disse Michael Bochenek, consultor sênior da Human Rights Watch.

Medidas mais rigorosas surgem em um momento de pressão financeira sobre a agência da ONU para refugiados, cujo financiamento disponível caiu cerca de 30% em 2025 em meio a cortes dos doadores, informou a Reuters. A agência demitiu milhares de funcionários e anunciou novos cortes este ano.

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