Um ano depois da ocupação dos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, forças policiais e militares extirparam da favela da Rocinha o domínio do tráfico de drogas, chegando a prender o líder criminoso Antônio Bonfim Lopes, o Nem. Com 35 anos, dez de crime e cinco como o chefe de algumas das bocas de fumo mais rentáveis da capital fluminense, Nem tinha nove mandados de prisão por tráfico de drogas, homicídio e lavagem de dinheiro e possuía um arsenal de pelo menos 150 fuzis.
Ainda ocupada pelo Exército, a comunidade do Alemão aguarda para o período entre março e junho de 2012 as implantações de nove Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) definitivas e, na sequência, da UPP Social. As bases administrativas deverão contar com 2,2 mil homens, responsáveis pela segurança de cerca de 100 mil moradores da região. Já a Rocinha deve receber a 20ª UPP do Estado no primeiro trimestre do ano que vem. Também para o início de 2012 está prevista a inauguração de uma das bases da 19ª UPP na favela do Vidigal. A ocupação das comunidades da Rocinha, de Vidigal e da Chácara do Céu, todas na zona sul do Rio, será mantida pelos Batalhões de Choque e de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar até que a instalação das UPPs. O Bope é responsável pela Rocinha, a maior das três favelas, enquanto 60 homens do Batalhão de Choque tomam conta de Vidigal e Chácara do Céu, que ocupam o mesmo morro.
