Exército deixa o Haiti

Em setembro de 2011, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que tropas brasileiras começariam a deixar o Haiti em março de 2012. Estudioso da área de defesa e segurança, o embaixador do Brasil no Haiti, José Luiz Machado e Costa, defendeu, em entrevista à Agência Brasil, a retirada “gradual e responsável” das tropas estrangeiras que atuam no país em missão de paz. “Uma missão de paz é por um tempo definido, não pode se eternizar”, disse Machado e Costa.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), formada por tropas do Brasil e de vários países, está no território haitiano desde 2006. Este ano, porém, a ONU determinou o fim da missão. Para Amorim, ela cumpriu seu dever de conter as gangues que atuavam no país. O presidente do Haiti, Michel Martelly, avisou que entre suas prioridades está a recriação das Forças Armadas e o fortalecimento da Polícia Nacional. Com elevado índice de desemprego, uma economia frágil e carências em vários setores, o Haiti sofre com a ação de grupos criminosos, principalmente na capital, Porto Príncipe, além de ter sido assolado por um terremoto e por uma epidemia de cólera em 2010.

foto: Ricardo Stuckert / PR / Divulgação