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Falta de ar e febre persistente: saiba quando levar seu filho à emergência

Casos de rinovírus crescem 528% em menores de 12 anos no Rio Grande do Sul

10 mai 2026 - 08h57
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O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário crítico de saúde pública com a explosão de casos de doenças respiratórias, o que levou o governo estadual a decretar estado de emergência por 120 dias. O alerta é focado especialmente no público infantil: as internações por influenza saltaram 533% em poucas semanas, enquanto os casos de rinovírus entre menores de 12 anos cresceram mais de 528%.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

A medida busca agilizar a abertura de quase 1,9 mil novos leitos hospitalares para dar conta da alta demanda da "Operação Inverno". Segundo a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), a vulnerabilidade das crianças — que possuem vias aéreas mais estreitas e sistema imune em desenvolvimento — exige vigilância redobrada dos pais.

Sinais de alerta para buscar ajuda médica

O presidente da SPRS, Marcelo Pavese Porto, destaca que quadros leves podem evoluir rapidamente. O atendimento imediato deve ser buscado se a criança apresentar:

  • Prostração excessiva: se ela não brinca, não come ou continua muito abatida mesmo após a febre baixar.

  • Febre persistente: temperatura alta que não cede adequadamente com medicamentos.

  • Dificuldade respiratória: respiração muito rápida, ofegante ou com esforço visível (afundamento na região do pescoço ou abaixo das costelas).

  • Irritabilidade extrema: choro inconsolável e comportamento fora do comum.

A urgência da vacinação

A recomendação médica é clara: todas as crianças a partir dos seis meses de idade devem ser vacinadas contra a gripe com urgência. Embora a vacina não impeça totalmente a infecção, ela é a principal ferramenta para evitar complicações graves que levam à internação e ao risco de morte. Em 2026, a circulação do vírus influenza tem se mostrado mais agressiva do que em anos anteriores.

Além da imunização, os pediatras reforçam que a etiqueta respiratória e o isolamento de sintomáticos são fundamentais. A orientação é que crianças com febre ou sintomas gripais não frequentem escolas ou creches, tanto para não disseminar o vírus quanto para não se exporem a outras doenças enquanto estão com a imunidade fragilizada.

Para bebês menores de seis meses, que ainda não podem ser vacinados, a estratégia de proteção é o "cercamento": evitar aglomerações e restringir visitas de pessoas que apresentem qualquer sinal de resfriado, por mais leve que pareça.

Porto Alegre 24 horas
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