NOTÍCIAS
   Últimas     Notícias     Mundo     Brasil     Economia     Esporte     Informática     Revistas     Diversão


INDICADORES
» Cotação do dólar
» Outros indicadores
BOLSA DE VALORES
» Consulte uma cotação
» Variação do IBovespa
 

» Outras bolsas
COLUNISTAS

CLAUDIO HUMBERTO
Fique por dentro dos bastidores de Brasília

PERGUNTE AO TAMER
Economia e negócios

» Martha Medeiros
BUSCA
» Busca em notícias
» Busca na Internet
JORNAIS DA REDE
» Manchetes do dia
PREVISÃO DO TEMPO

» Imagem do satélite
SERVIÇOS
» Agenda
» Brasil Pesquisa
» Empregos
» Horóscopo
» Imposto de Renda
» Mapas


Primeiro Comando da Capital é facção
do Comando Vermelho em São Paulo

A onda de rebeliões que abalou o sistema penitenciário paulista em fevereiro, organizada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), quadrilha que atua dentro das penitenciárias, demonstrou o poder do crime organizado dentro das penitenciárias. Criado em Taubaté, em 1993, o PCC tem cerca de 1,5 mil membros, os chamados "batizados". A quadrilha é um braço do Terceiro Comando (facção carioca ligada ao Comando Vermelho) em São Paulo. Na época, 29 focos de rebelião em 19 cidades do Estado transformaram o domingo, 18 de fevereiro, em um dia assustador para São Paulo e provaram o poder de comunicação e a organização da facção criminosa.

No mês de maio, após uma investigação de cinco meses, o Departamento de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Depatri) estourou 12 centrais telefônicas do PCC que possibilitavam a comunicação de seus membros dentro e fora do presídio em todo o País e mostrou que o controle da organização vai muito além das grades das penitenciárias. A megaoperação da Polícia revelou o refinamento tecnológico que o PCC conseguiu atingir. "Essas centrais demonstram como eles são organizados e, de certa forma, inteligentes por usar toda a tecnologia que se tem hoje", avaliou o diretor do Depatri, Godofredo Bittencourt Filho, que comandou a operação.

Telefones celelulares e comuns, computadores, aparelhos de fax, além de agendas com contatos criminosos de todo o País foram apreendidos. Doze pessoas foram presas e líderes foram identificados. Mas Bittencourt deixou um alerta: "Existem muitas outras centrais que pretendemos descobrir, mas enquanto existirem celulares nas cadeias o PCC não será extinto. Se não colocar bloqueador de sinal nos presídios vai ser difícil vencer o PCC", alerta Bittencourt.

Existem ainda mais quatro facções criminosas que atuam dentro das cadeias paulistas, sendo a maior delas o Comando Democrático da Liberdade. Integrantes destas facções em entrevistas à imprensa, se mostraram contra as rebeliões. De acordo com eles, tomar parentes como reféns "contraria a lei da cadeia".

Somente em uma semana de fevereiro, seis pessoas foram assassinadas na Casa de Detenção do Carandiru, cinco delas por ordem da cúpula do PCC. Três homens foram mortos no Pavilhão 9 como vingança, pois eram suspeitos de terem delatado um túnel que seria usado para fuga. Dois outros foram assassinados por motivos ligados ao tráfico de drogas e mais um preso foi encontrado enforcado no Pavilhão 6, mas ainda não se sabe se foi suicídio ou assassinato.

Na sexta-feira, 16/02, cinco líderes do PCC foram retirados do Carandiru - entre eles José Márcio Felício, o Geléião, principal líder, transferido para Curitiba - e a entidade prometeu represálias, que vieram na forma da onda de rebeliões do domingo, 18/02. Durante a operação "pente-fino" que aconteceu durante a transferência dos líderes, foram encontrados 650 facas, 41 telefones celulares, 10 cartuchos de calibre 38, 1 quilo de maconha, 551 pedras de crack e R$ 2.010,00 em dinheiro. Redação Terra

volta

  
GALERIA DE FOTOS

    

    

» Mais fotos das rebeliões      


PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL

Saiba como foi a megarrebelião no Estado de SP em fevereiro


CONFIRA TAMBÉM

   » A rebelião no Carandiru
   » Todas as rebeliões
   » Simony no Carandiru
   » A posição do governo
   » As centrais telefônicas


O MASSACRE DE 1992

Saiba mais sobre a rebelião que terminou com a morte de 111 presos no Carandiru


DÊ SUA OPINIÃO

O que pode ser feito para melhorar o sistema carcerário?


Copyright© 1996 - 2003 Terra Networks, S.A. Todos os direitos reservados. All rights reserved.