Economia em crise e políticos sob suspeita incomodam os brasileiros
A popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso está sofrendo os reflexos de uma economia em crise e de um cenário político sob suspeita. Pelo menos é o que mostra a 36ª Pesquisa sobre o Índice de Satisfação do Cidadão (ISC) da Confederação Nacional do Transporte (CNT). De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Sensus, FHC perdeu 3,6% de popularidade: a avaliação positiva passou de 33,3%, em março, para 29,7% este mês e a negativa aumentou de 26,6% para 27,9%.
Mas não é só o presidente quem sofreu com as denúncias que atingem os políticos. Em geral, os brasileiros estão desconfiados do que fazem governador, prefeitos e demais autoridades . Nem mesmo a recém-criada Corregedoria Geral da República foi poupada. Conforme a CNT, 62,3% dos brasileiros desconhecem o fato. Para esse percentual de entrevistados, menos da
metade (33,9%) acredita que a Corregedoria ajuda no combate à corrupção. A maiori,a formada por 49,9% dos entrevistados, acha que a sua atuação será ineficaz.
Na pesquisa espontânea para a sucessão de Fernando Henrique, os quatro primeiros colocados perderam, em média, dois pontos percentuais. Lula, em primeiro lugar, tem 12,5% das intenções de voto (contra os 14,8% de março). O presidente FHC, caso
pudesse candidatar-se, seria a opção de 8,5%, Em março, esse percentual era de 10,9%. Ciro Gomes tem 5,8% das intenções de voto e
Itamar Franco, 2,5%. ACM aparece, em sexto lugar, com 1,6%. O governador Anthony Garotinho, com 2,5%, o ministro da Saúde, José Serra, com 1,6%, e o ex-presidente Fernando Collor, com 1,4%, apresentaram crescimento nas intenções de voto.
Além disso, 53,6% disseram que não votariam no candidato
do presidente Fernando Henrique, enquanto 15,6% votariam e 26,9% talvez
votassem.
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