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26/01/2000 - Elián brinca na casa dos parentes de Miami

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05/01/2000- Elián vai ao colégio levado pela prima

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20/01/2000 - Avós de Elián marcham em Cuba
pela volta do neto

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21/02/2000 - Cubanos protestam pela volta de Elián

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31/03/2000 - Elián na casa de seus parentes em Miami, que lutam por sua guarda

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07/04/2000 - Elián brinca, alheio à batalha juridica que se desenrola por sua custódia

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22/04/2000 - Agente federal retira Elián da casa de seus familiares em Miami

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23/04/2000 - A família de Elián posa junta pela primeira vez depois do reencontro

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26/05/2000 - A casa onde Elián e a família moraram em Washington

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28/06/2000 - Elián entra no avião com o pai,
com destino a Cuba

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28/06/2000 - Elián chega a Cuba, onde é recepcionado por milhares de pessoas



A briga pelo menino náufrago Elián González

Meses depois do encerramento da disputa pelo menino cubano Elián González e do total silêncio oficial sobre o caso, o pequeno náufrago voltou aos noticiários internacionais no final de 2000. Cenas de Elián jogando bola com a professora e colegas de escola foram transmitidas pela TV estatal de Cuba, enquanto o pai do menino declarava que Elián leva uma vida normal no país. As cenas relembraram o caso que, na vitrine do mundo, transformou-se em mais um complexo capítulo das conturbadas relações entre EUA e Cuba.

Elián tem seis anos de idade e vive com o pai, Juan Miguel González, a madrasta e um irmão menor em Cárdenas, a 150 quilômetros de Havana. O menino foi alvo de uma polêmica batalha judicial e diplomática entre os dois países depois que sobreviveu a um naufrágio, em novembro de 1999. A pequena embarcação transportava cubanos que tentavam ingressar ilegalmente nos Estados Unidos. No acidente morreram a mãe do pequeno cubano, Elizabeth, e outras nove pessoas.

Durante sete meses - tempo que durou a disputa entre os dois países pela custódia do menino - Elián foi transformado em símbolo tanto pelos castristas quanto pela comunidade anticastrista de Miami. Como se não fosse suficiente, uma extensa mitologia, desde um salvamento por golfinhos até uma aparição da Virgem Maria, foi associada a ele. Em Cuba, o presidente Fidel Castro fez dele um símbolo do regime comunista, seqüestrado pelo "antro hostil do capitalismo". A comunidade cubana exilada de Miami, com o tio-avô de Elián, Lázaro González a frente, fez dele uma criança a quem era preciso proteger da falta de liberdade em Cuba.

A cronologia do drama:

NOVEMBRO 1999
21 - Um grupo de cubanos, entre eles Elián e sua mãe, saem ilegalmente de Cuba em uma lancha, mas desistem por causa de um defeito no motor.
22 - O grupo parte no mesmo barco, tentando chegar a Flórida, no sudeste dos EUA.
23 - Perto do litoral americano, o motor falha novamente e a lancha afunda. Onze pessoas, entre elas a mãe de Elián, Elisabeth, morrem afogadas.
25 - Elián e mais dois sobreviventes são resgatado por dois pescadores. Ele é levado a um hospital e entregue em Miami a Lázaro González, seu tio-avô.
28 - Cuba exige dos EUA a devolução de Elián.
29 - A família de Elián em Miami anuncia que tentará ficar com a custódia do menino. Neste mesmo dia o pai de Elián, Juan Miguel González, que vive em Cuba, pede ao governo dos Estados Unidos a guarda do filho.
30 - Elián recebe um visto de permanência nos EUA.

DEZEMBRO 1999
5 - O presidente cubano Fidel Castro dá um ultimato, exigindo que Elián seja devolvido em 72 horas. Iniciam-se em Havana as manifestações que pedem a volta do menino.
6 - Os EUA rejeitam o ultimato. Castro esclarece que se tratava apenas de um "sábio conselho". Neste mesmo dia Elián completa seis anos.
8 - Juan Miguel González, pai de Elián, recusa a proposta de viajar aos EUA para ajudar na solução do caso.
11 - Parentes de Miami pedem asilo para Elián.
13 - Funcionários do Serviço de Imigração e Naturalização (SIN) se reúnem em Cárdenas, em Cuba, com o pai de Elián.

JANEIRO 2000
5 - O SIN decide que o pai de Elián é o único que tem o direito de falar por ele, e que o menino deve estar de volta a Cuba antes de 14 de janeiro.
6 - Os anticastristas dos EUA se manifestam contra a decisão do SIN. A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Janet Reno, apóia a decisão do SIN.
7 - Advogados da família em Miami apelam a um tribunal da Flórida para tentar impedir o regresso de Elián.
12 - A juíza da Flórida que programara vista do processo de custódia de Elián é questionada por Janet Reno.
13 - A TV cubana exibe a imagem - captada por uma rede de televisão americana - de Elián, quando grita para um avião "Quero que me leve de volta para Cuba". De Miami, anticastritas afirmavam que Elián dissera exatamente o contrário, "Não quero que me leve de volta para Cuba".
19 - Advogados da família de Elián entram com uma petição em tribunal federal para bloquear o regresso de Elián.
21 - As avós de Elián viajam a Nova York para iniciar uma campanha pedindo a volta do neto.
25 - O SIN obriga Lázaro González a levar Elián para visitar suas avós na casa de uma religiosa, em Miami Beach.
26 - Avós e Elián se encontram por menos de duas horas.
27 - As avós se declaram "decepcionadas" porque Elián não tinha perguntado pela mãe, morta no naufrágio.
30 - De volta a Cuba, sem Elián, as avós são recebidas como heroínas por uma multidão.

FEVEREIRO 2000
7 - A família de Elián, em Miami, apresenta denúncia contra uma das avós de Elián por atitudes inadeqüadas durante o encontro com o neto.
9 - O New York Times revela que parentes de Elián em Miami foram condenados por dirigir embriagados diversas vezes.

MARÇO 2000
21 - Um juiz federal rejeita a demanda de Lázaro González, que pedira asilo político para o menino.
29 - O presidente Clinton disse que os parentes de Elián em Miami "deveriam respeitar o que a lei decidir" caso a Justiça decida pela volta do náufrago a Cuba.
30 - Janet Reno diz que Elián tem que ser devolvido ao pai. Nesta mesma data o pai de Elián e sua família pedem um visto de entrada nos EUA e o vice-presidente Al Gore, candidato democrata a presidente, diz que Elián deve ficar nos EUA, mesmo contra a vontade do pai, que mora em Cuba.

ABRIL 2000
3 - O governo americano concede vistos ao pai de Elián e a outras cinco pessoas.
4 - Manifestantes rompem, pela segunda vez em 24 horas, as barreiras policiais ao redor da casa onde vivia Elián. Eles exigiam que o menino ficasse em Miami.
6 - O pai de Elián chega a Washington, acompanhado da sua nova esposa, Nersy Carmenate, e Hianny, filho de seis meses dos dois. Ele diz que quer seu filho de volta "o mais rápido possível".
12 - Janet Reno viaja a Miami para acelerar a entrega do menino, mas fracassa.
13 - O tio-avô de Elián se opõe à ordem de Reno, que o mandara entregar o menino na sexta-feira dia 14. Também no dia 13 os parentes exibem um vídeo de Elián dizendo "Não quero ir para Cuba".
19 - O Tribunal de Apelações de Atlanta (Geórgia) proíbe que o menino deixe os EUA até que se esgotem as instâncias de julgamento do recurso apresentado pelo seu tio-avô. Reno disse que a decisão não impede que Elián seja entregue ao pai nos EUA.
20 - Grupos de exilados cubanos montam guarda 24 horas por dia em frente a casa de Lázaro González para evitar que os agentes federais tentem retirar o menino.
21 - O governo americano afirma que prepara uma operação para pegar Elián na casa dos parentes, em Miami.
22 - O menino é resgatado da casa dos parentes em uma operação-relâmpago dos agentes federais, e levado a Washington, onde se reúne com o pai.

MAIO 2000
2 - O pai de Elián pede ao Tribunal de Apelações de Atlanta que rejeite o pedido de asilo apresentado pelos parentes que querem que o menino fique nos Estados Unidos.
10 - Manifestantes vão as ruas em treze cidades americanas para pedir que Elián fique nos Estados Unidos.
11 - Três juízes do Tribunal de Apelações de Atlanta escutam os argumentos do pai de Elián e de seus parentes de Miami para determinar se o náufrago pode ficar nos Estados Unidos.
25 - Elián abandona Wye Plantation para ficar em Washington.

JUNHO 2000
1 - O Tribunal de Apelações de Atlanta decide que Elián Gonzalez não tem direito à audiência em que poderia pedir asilo político nos Estados Unidos.
15 - Os parentes de Elián em Miami apelam da sentença, na Corte Federal de Atlanta.
23 - A Corte Federal de Atlanta recusa a petição destacando que na quarta-feira, 28 de junho, o menino estará em condições de deixar os Estados Unidos. Os parentes de Miami têm como último recurso a possibilidade de apelar na Corte Suprema de Justiça.
26 - O tio-avô de Elián, Lázaro González, joga sua última cartada judicial na Corte Suprema de Justiça para anular a sentença de Atlanta e reforçar o pedido de asilo político do menino nos Estados Unidos, apesar da decisão do pai do menor, Juan Miguel González, de voltar com o filho a Havana.
28 - A Corte Suprema não leva em consideração o pedido de Lázaro González, pondo fim à batalha judicial. No mesmo dia Elián, seu pai, sua madrasta e seu meio-irmão embarcam para Cuba. Na chegada são recepcionados por milhares de pessoas.

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