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Flávio Bolsonaro ironiza e diz que 'Lula tem Bolsonaro dentro dele' por vacina da covid-19; petista foi vacinado por Coronavac

Imunizante contra a covid-19 foi desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan

18 out 2026 - 21h35
(atualizado às 21h48)
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Lula e Flávio Bolsonaro durante debate da Band
Lula e Flávio Bolsonaro durante debate da Band
Foto: BRUNO MOTTA/ENQUADRAR / Estadão

Durante o debate da Band, Flávio Bolsonaro (PL) provocou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a vacinação da covid-19 e afirmou que tinha "Bolsonaro dentro do petista", já que o imuzinante contra a covid-19 teria sido comprado pelo pai do candidato do PL.

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 Lula tomou duas doses da Coronavac, imunizante contra a covid-19 foi desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, e que foi renegada, inicialmente, por Bolsonaro durante a pandemia. 

A vacina CoronaVac chegou ao Brasil por meio de parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac. A relação de Jair Bolsonaro com o imunizante reuniu declarações de desconfiança, cancelamento inicial de aquisições e posterior incorporação à campanha nacional após autorização regulatória.

O acordo vinculou a instituição pública paulista como parceira exclusiva da farmacêutica chinesa para importação de insumos, envase local e entrega das doses ao Ministério da Saúde.

No período prévio à vacinação, o chefe do Executivo federal tratou a fórmula como adversária política devido à ligação com o então governador de São Paulo, João Doria, a quem se referia ao apelidar o produto de vacina chinesa de Doria.

Como Bolsonaro agiu antes e depois do aval da Anvisa?

Bolsonaro vetou planos de aquisição em outubro de 2020 e alegou restrições à procedência do material. Em entrevista concedida à rádio Jovem Pan naquele mês, o mandatário declarou: "Da China nós não compraremos. É decisão minha. Não acredito que ela transmita segurança suficiente à população pela sua origem".

A postura oficial mudou após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizar o uso emergencial em 17 de janeiro de 2021, em um momento de desabastecimento das remessas da vacina de Oxford vindas da Índia. No Palácio da Alvorada, o presidente declarou a apoiadores que a vacina pertencia ao Brasil e não a qualquer governador.

Quais suspeitas foram levantadas sobre o Butantan?

Em entrevista à rádio Banda B em julho de 2021, Bolsonaro alegou que o governo recebeu proposta da China a 5 dólares a dose, enquanto o Butantan cobrava 10 dólares. O presidente acionou a Controladoria-Geral da União, o Ministério da Justiça e o Tribunal de Contas da União, sem apresentar documentos públicos da oferta estrangeira.

O Instituto Butantan informou que a tarifa cobria gastos com frete, tributos, envase, rotulagem e testes de controle, explicando que valores menores referiam-se a lotes reduzidos do consórcio Covax Facility. O imunizante registrou eficácia geral de 50,38% em testes nacionais e respondeu por 38,8% das aplicações no país no período correspondente.

Fonte: Portal Terra
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