USP aparece em ranking de universidades que mais produzem ciência; veja brasileiras na lista mundial
Classificação considera a quantidade de trabalhos publicados na base de dados multidisciplinar Web of Science, entre os anos 2021 e 2024
A USP alcançou a 22ª posição global em produção científica no ranking da Universidade de Leiden, que avaliou 1.618 instituições entre 2021 e 2024. Apesar da quinta queda consecutiva, a universidade paulista permanece como a única ibero-americana no top 100 e obteve o 3º lugar mundial no indicador de gênero. A lista, dominada por instituições chinesas lideradas pela Universidade de Zhejiang, conta com 38 universidades brasileiras, incluindo Unesp (184ª) e Unicamp (217ª).
A Universidade de São Paulo (USP) é a 22ª instituição de ensino superior que mais produz pesquisas acadêmicas no mundo, de acordo com levantamento desenvolvido pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês) da Universidade de Leiden, na Holanda. O ranking foi publicado na quarta-feira, 4, e reúne 1.618 universidades ao todo.
A classificação considera a quantidade de trabalhos publicados na base de dados multidisciplinar Web of Science, entre os anos 2021 e 2024, e avalia a produção a partir de indicadores:
- Impacto científico: soma de citações que o trabalho acadêmico teve;
- Colaboração: trabalhos realizados em coautoria com outras universidades, países ou organizações industriais;
- Acesso aberto: publicações de acesso aberto e gratuito para interessados em saber os resultados do estudo;
- Gênero: número de autorias femininas e masculinas da instituição de ensino.
No quesito "Impacto científico", a USP soma 19.660 publicações. Delas, 41,3% (8,1 mil publicações) estão dentro dos 50% dos trabalhos mais citados levando em conta a área de atuação das pesquisas.
Assim como nos últimos três levantamentos, a primeira do ranking é a Universidade de Zhejiang (China), que soma 43.729 publicações ao todo no triênio analisado. O ranking, inclusive, demonstra o crescimento da potência chinesa em produção científica. Das 15 primeiras universidades mais produtivas, 13 estão no gigante asiático.
Apesar da classificação de destaque, a USP teve uma queda de cinco posições na comparação com o ranking do ano passado, quando ficou em 17°. Esta é a quinta queda seguida da Universidade de São Paulo. No triênio 2016-2019, a instituição chegou a ficar na 6ª posição. Mesmo assim, ainda é a única universidade ibero-americana a figurar entre as 100 melhores da lista.
"A posição alcançada é motivo de reconhecimento pelo trabalho de nossa comunidade acadêmica, mas também representa um estímulo para continuarmos avançando", declarou Aluísio Segurado, reitor da USP, ao Estadão.
"Como universidade pública, temos a responsabilidade de desenvolver pesquisas relevantes, com impacto científico, e que apresentem resultados em benefício da sociedade", acrescentou.
Outras 37 instituições brasileiras também foram classificadas. Depois da USP, aparecem a Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 184° lugar, com 7.676 publicações; e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na 217ª posição, com 6.750 publicações.
Na sequência, estão Universidade Federal do Rio de Janeiro (274ª posição), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (280ª) e a Universidade Federal de Minas Gerais (299ª).
O ranking do CWTS também permite filtrar o desempenho das universidades por áreas do conhecimento: ciências biomédicas e da saúde; ciências da terra e da vida; matemática e ciências da computação; ciências físicas e engenharia; e ciências sociais e humanidades.
Em relação ao impacto científico, a USP teve destaque nos estudos de Ciências Biomédicas e da Saúde, em que ficou na 21ª posição (foram 9.127 publicações, sendo 41,5% dentro dos 50% dos estudos mais citados); e na área de Ciências da Terra e da Vida (4.741 trabalhos publicados, e 2.001 entre os 50% melhores estudos da área).
Entre as três melhores no indicador Gênero
No indicador de "Gênero", a USP está entre as três melhores do ranking, atrás da Universidade de Harvard (Estados Unidos) e da Universidade de Toronto (Canadá). Conforme o CWTS, a universidade brasileira soma 138.167 autorias em suas produções. Deste total, 59.036 autores são mulheres - 42,7%.
Domínio chinês
Analisando os últimos cinco triênios, é possível notar o crescimento progressivo deste domínio. No ranking do recorte de 2016-2019, das 25 universidades melhores ranqueadas, 13 eram chinesas. No recorte atual, (2021-2024), 20 estão no gigante asiático.
Veja as universidades brasileiras que estão no ranking
- Universidade São Paulo (USP)
- Universidade Estadual Paulista (Unesp)
- Universidade Campinas (Unicamp)
- Universidade Federal Rio de Janeiro
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
- Universidade Federal de Minas Gerais
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Universidade Federal do Paraná
- Universidade Federal de São Paulo
- Universidade de Brasília
- Universidade Federal de Pernambuco
- Universidade Federal de São Carlos
- Universidade Federal de Viçosa
- Universidade Federal de Santa Maria
- Universidade Federal do Rio Grande Norte
- Universidade Federal do Ceará
- Universidade Federal Fluminense
- Universidade Federal da Bahia
- Universidade Federal da Paraíba
- Universidade Federal de Goiás
- Universidade Federal do Pará
- Universidade Estadual de Maringá
- Universidade Federal de Lavras
- Universidade Federal de Uberlândia
- Universidade Federal de Pelotas
- Universidade Estadual do Rio de Janeiro
- Universidade Federal do Espírito Santo
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná
- Universidade Federal de Juiz de Fora
- Universidade Estadual de Londrina
- Universidade Federal do ABC
- Universidade Federal Rural de Pernambuco
- Universidade Federal de Sergipe
- Universidade Federal de Campina Grande
- Universidade Federal de Alagoas
- Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
- Universidade Federal do Mato Grosso Sul
- Universidade Federal do Rio Grande
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