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Política

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Viagem aos EUA não busca 'alimentar conflitos', diz líder do governo no Senado

Senador Jaques Wagner faz parte da comissão que buscará alternativas ao tarifaço

24 jul 2025 - 20h08
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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal, disse que a comissão diplomática da Casa que partirá rumo ao EUA na sexta-feira, 25, para negociar o tarifaço de 50% imposto aos produtos nacionais não se interessa por "alimentar conflitos, mas sim proteger a nossa soberania e os interesses do nosso País".

"A missão é fortalecer o entendimento e encontrar alternativas que beneficiem nossa economia, respeitando sempre nossa autonomia", complementa o parlamentar. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 24, via X (antigo Twitter).

Jaques Wagner faz a declaração após a missão diplomática ser criticada por Eduardo Bolsonaro.
Jaques Wagner faz a declaração após a missão diplomática ser criticada por Eduardo Bolsonaro.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

Wagner também escreveu que acredita no poder da diplomacia para reverter o tarifaço. "O Brasil mantém uma relação de amizade com os EUA que já dura mais de 200 anos, e acredito que o diálogo respeitoso é o caminho para avançarmos", ressaltou.

Oito senadores de diferentes partidos seguirão aos Estados Unidos. Dentre os membros do grupo, há ex-ministros de Bolsonaro, parlamentares petistas e também do Centrão. Na última quarta, 23, os políticos se reuniram com o Itamaraty para acertar os últimos detalhes da viagem.

Confira os senadores que participam da missão

  • Presidente: Senador Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • Senadora Tereza Cristina (PP-MS)
  • Senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
  • Senador Jaques Wagner (PT-BA)
  • Senador Esperidião Amin (PP-SC)
  • Senador Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Senador Fernando Farias (MDB-AL)
  • Senador Carlos Viana (Podemos-MG)

Eduardo Bolsonaro diz que missão 'esta fadada ao fracasso'

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defende que a missão de senadores está "fadada ao fracasso". O filho do ex-presidente compartilha vídeo em que o blogueiro Paulo Figueiredo diz que os parlamentares nem sequer serão recebidos por um representante do primeiro escalão da Casa Branca e que não é possível evitar a taxação por via diplomática.

Eduardo afirma que a única forma de reverter as tarifas é concedendo uma anistia "ampla, geral e irrestrita" para os condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo seu pai.

"Buscar interlocução sem que o País tenha feito sequer o gesto mínimo de retomar suas liberdades fundamentais - como garantir liberdade de expressão e cessar perseguições políticas - é vazio de legitimidade", escreveu o deputado em seu X.

Autoexilados nos EUA, Eduardo pede por sanções para autoridades brasileiras. Na última segunda, 21, o filho do ex-presidente afirmou que participou de reuniões com membros do governo americano em que o tarifaço foi discutido.

Estadão
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