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Política

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RS: Gabriel Souza quer aderir ao Propag e prorrogar suspensão da dívida de R$ 100 bi com União

20 ago 2026 - 21h40
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Resumo
O candidato Gabriel Souza (MDB) quer aderir ao Propag e estender a suspensão da dívida de R$ 100 bilhões do Rio Grande do Sul com a União. Criticando os juros atuais, ele descarta o perdão total e aposta na renegociação para manter apenas a correção monetária. O plano visa redirecionar os recursos poupados para habitação, infraestrutura e educação, incluindo a oferta de 80 mil vagas de ensino técnico pelo programa "Profissão na Mão".

O candidato do MDB ao governo do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, afirmou nesta quinta-feira, 20, que pretende aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e buscar a prorrogação da suspensão do pagamento da dívida de cerca de R$ 100 bilhões do Estado com a União. A declaração foi dada durante sabatina à Record TV.

O pagamento foi suspenso após as enchentes de 2024, e Souza defendeu estender o período sem desembolsos antes de iniciar uma nova etapa de renegociação.

O candidato classificou o modelo atual de cobrança como "abusivo" e criticou a incidência de juros sobre juros. Segundo Souza, a adesão ao Propag permitiria retirar os juros e manter a correção monetária do saldo devedor.

O emedebista disse não considerar possível um perdão integral da dívida. "Não haverá perdão total da dívida por parte de nenhum presidente", afirmou, ao defender uma negociação com o governo federal.

O candidato também vinculou a renegociação da dívida à ampliação dos investimentos estaduais. Segundo ele, os recursos que deixarem de ser destinados ao pagamento à União poderão financiar rodovias, pontes, habitação e outras políticas públicas.

Na educação, Souza propôs criar 80 mil vagas de ensino técnico profissionalizante por meio do programa "Profissão na Mão". O candidato afirmou que pretende financiar a iniciativa com recursos liberados a partir da renegociação da dívida com a União.

"Vamos criar 80 mil vagas de ensino técnico no RS usando este recurso da renegociação da dívida do Estado com a União", disse.

Estadão
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