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Política

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Indexa/Broadcast: 52,1% são contra cortar dinheiro de programas sociais

23 out 2026 - 11h28
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Resumo
Pesquisa Indexa/Broadcast revela que 55,1% dos eleitores defendem o corte de gastos com a administração pública como prioridade nas contas do governo, enquanto apenas 2,5% apoiam reduzir recursos de programas sociais. No geral, 52,1% são contrários a cortes na área social, com maior rejeição entre a população de menor renda (61%) e alinhada ao lulismo (70,6%). Já bolsonaristas (43,7%) e a direita (45%) apoiam as reduções. Além disso, 67% dos entrevistados afirmam conhecer o termo ajuste fiscal.

A redução dos gastos com a administração e o governo é apontada por 55,1% dos eleitores como a principal medida a ser adotada em relação às contas públicas, mostra a pesquisa Indexa/Broadcast.

Questionados sobre qual deveria ser a principal medida do governo em relação às contas públicas, os eleitores responderam:

* Diminuir gastos com a administração e o governo: 55,1%

* Reduzir descontos nos impostos concedidos a empresas: 17,9%

* Diminuir gastos com programas sociais: 2,5%

* Cobrar mais impostos: 2,4%

* Outra medida: 0,3%

* Nenhuma dessas medidas: 12,1%

* Não sabem ou não opinaram: 9,6%

Questionados sobre ser a favor ou contra o governo diminuir recursos destinados a programas públicos, 52,1% se dizem contrários, 25,7% são favoráveis e 17,7% não são a favor nem contra.

A oposição aos cortes alcança 61% entre os entrevistados com renda domiciliar de até dois salários mínimos. Entre os que têm renda acima de cinco salários mínimos, 43% são contrários e 40,6%, favoráveis.

O perfil político também diferencia as respostas. Entre os que se identificam como lulistas ou petistas, 70,6% rejeitam a redução de recursos. Entre os bolsonaristas, 43,7% apoiam a medida e 33,3% são contrários. Na direita não bolsonarista, 45% são favoráveis e 32,3% se opõem.

O levantamento também mostra que 67% já tinham ouvido falar na expressão "ajuste fiscal" antes da entrevista, enquanto 32,4% não tinham ouvido falar. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-02348/2026.

Estadão
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