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Política

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Haddad sobre Moraes: Caso Master é grave e merece ser investigado, envolva quem envolver

1 set 2026 - 18h34
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Resumo
Fernando Haddad defendeu a apuração rigorosa do escândalo do Banco Master, afirmando que a lei deve ser aplicada a todos após revelações de contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Classificando o caso como uma grave fraude bancária que desviou bilhões, Haddad declarou que ninguém está acima da lei e que o processo deve ir até o fim. O ex-ministro também criticou repasses de Vorcaro ligados ao financiamento de um filme de Flávio Bolsonaro.

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 1.º, que as investigações sobre o escândalo do Banco Master e a atuação do banqueiro Daniel Vorcaro devem seguir adiante "envolvam quem envolver". Haddad havia sido questionado sobre as mensagens que vieram à tona nesta terça e revelam novos contatos entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Conforme revelou o Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicam que ele se encontrou com Moraes um dia antes de ser preso, em novembro do ano passado. Também há indícios de que Moraes editou a última versão de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master.

"Eu sempre defendi, e vou continuar defendendo, que tudo seja passado a limpo, porque é muito grave o que aconteceu com o Brasil. Não é uma questão menor. Envolva quem envolver", disse Haddad em conversa com a imprensa, após participar de um ato de campanha em Hortolândia, no interior de São Paulo. "No começo do ano eu talvez tenha sido uma das primeiras autoridades a falar que estávamos diante da maior fraude bancária da história do País. São dezenas de bilhões de reais que foram desviados do Fundo Garantidor de Crédito, de fundos de pensão de funcionários públicos, de prefeituras e de Estados", disse o ex-ministro.

Em seguida, Haddad disse que "ninguém está acima da lei", e que é preciso que se chegue ao final das investigações com todas as pessoas "arcando com as consequências".

Questionado sobre se as investigações poderiam, no limite, resultar em um pedido de impeachment de ministros do STF, Haddad disse que "o que a legislação prevê, tem de ser aplicado, caso a caso". "Não importa a quem, mas seguindo a legislação, nós temos de levar esse processo às últimas consequências. Eu venho defendendo isso há um ano praticamente", afirmou.

Durante a coletiva, Haddad também fez menção às novas reportagens que mostraram mais repasses de Vorcaro para o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) no âmbito do financiamento do filme Dark Horse.

Reportagem da revista piauí desta terça apresenta um relatório do Coaf mostrando que, em setembro de 2025, foi feito mais um pagamento de US$ 1,6 milhão por Vorcaro a um fundo que administrava o dinheiro antes de repassá-lo à produção do filme. O relatório contradiz declaração de Flávio Bolsonaro de que o último repasse de Vorcaro teria acontecido em maio.

"O candidato a presidente da República Flávio é um mentiroso contumaz. É um homem que mentiu seguidas vezes, sobre o quanto de dinheiro recebeu; quantas vezes ele se encontrou com Vorcaro; as datas nunca batem, o destino do dinheiro, a prestação de contas que não veio", disse Haddad.

Estadão
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