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Política

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Dados do TSE contradizem vídeo sobre eleitor que não teria conseguido votar para deputado estadual

BOLETIM DA SEÇÃO ELEITORAL CITADA EM GRAVAÇÃO REGISTRA 256 VOTOS PARA O CARGO, MESMO NÚMERO DE ELEITORES QUE COMPARECERAM AO LOCAL

14 out 2026 - 15h35
(atualizado às 15h58)
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Resumo
É enganoso o vídeo de um eleitor de Angra dos Reis que alega que a urna pulou a etapa de votação para deputado estadual. Segundo checagem do Estadão Verifica com dados do TSE, o Boletim de Urna da seção registrou exatamente 256 votos para todos os cargos em disputa, número idêntico ao total de comparecimento dos eleitores. O TRE-RJ informou que o cidadão foi orientado e concluiu o voto, desmentindo suspeitas infundadas de fraude na urna eletrônica, equipamento auditável e seguro desde 1996.
Dados do TSE contradizem vídeo sobre eleitor que não teria conseguido votar para deputado estadual
Dados do TSE contradizem vídeo sobre eleitor que não teria conseguido votar para deputado estadual
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O que estão compartilhando: vídeo em que um eleitor relata não ter conseguido votar para o cargo de deputado estadual. O homem diz que a urna eletrônica teria pulado do cargo de deputado federal diretamente para senador. O caso teria ocorrido em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. No vídeo, o homem diz que o incidente teria ocorrido em Angra dos Reis, na Zona Eleitoral 147, Seção 114, na Escola Municipal Cleusa Jordão. Segundo o Boletim de Urna da seção, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 256 eleitores compareceram à votação. Em todos os cargos, inclusive para deputado estadual, foram contabilizados 256 votos - fato que contradiz a versão apresentada pelo autor do vídeo.

Saiba mais: ao Verifica, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que, de acordo com a ata da mesa receptora de votos, o eleitor iniciou a votação às 16h20. Após votar para deputado federal, ele alegou que o sistema teria apresentado a tela para votação de senador, sem passar pelo cargo de deputado estadual.

Segundo o TRE, uma fiscal do cartório eleitoral foi acionada e orientou o eleitor. A votação foi concluída e ele recebeu o comprovante de votação. Conforme o tribunal, o juiz eleitoral também foi acionado, mas o eleitor não aguardou a chegada até o local.

À reportagem, o autor do vídeo disse que "em momento algum" foi dito que o juiz eleitoral iria ao local. Ele afirmou ter aguardado de 30 a 40 minutos e que finalizou o voto sem ter conseguido votar para deputado estadual.

No vídeo, o autor indica que o incidente ocorreu em Angra dos Reis, na Zona Eleitoral 147 e Seção 114. Em busca no site de resultados do TSE, o boletim de urna da seção indicou que havia 317 eleitores aptos, sendo que 256 compareceram. Todos os cargos - deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente - tiveram 256 votos computados. Isso significa que todos os eleitores que compareceram à seção votaram em todos os cargos.

No cargo de deputado estadual, em que o autor reclama que não conseguiu votar, foram exatamente 256 votos apurados. Foram 15 votos em branco, 13 nulos, 13 de legenda e 215 nominais. Veja abaixo.

Vale destacar que a urna eletrônica não é capaz de anular, sozinha, o voto de um eleitor. Ele é registrado apenas quando o eleitor digita um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido e, em sequência, confirma.

No vídeo, o autor tenta levantar suspeitas sobre o funcionamento do equipamento de votação. "Deputado estadual pula, não vai. E aí sabe como é que é, né? Urna eletrônica", diz.

Nos comentários, usuários endossam teorias falsas de fraude eleitoral. "Esquema em cima de esquema!", escreveu um. "Precisamos voltar para o voto impresso novamente", disse outro.

Como já mostrou o Verifica, o equipamento de votação é usado no Brasil desde 1996 e, desde então, não há registro de irregularidade. O TSE garante que a votação tem diferentes mecanismos de auditoria, como a conferência do Registro Digital do Voto e dos boletins de urna.

Estadão
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