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PF investiga suposto plano de atacar embaixada dos EUA: o que se sabe e como o governo brasileiro avalia

Representantes da embaixada dos EUA no Brasil procuraram autoridades brasileiras entre quinta e sexta-feira e comunicaram o que foi identificado como 'riscos à embaixada'

2 out 2026 - 17h48
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Resumo
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar um suposto plano de ataque a instalações diplomáticas dos EUA no Brasil, mas informou não ter encontrado indícios de risco nem envolvimento de facções criminosas até o momento. O alerta de segurança levou ao fechamento preventivo das embaixadas e consulados dos EUA e da Austrália em todo o país nesta sexta-feira, a dois dias das eleições presidenciais. A PF segue analisando os materiais apreendidos para concluir as investigações.
Entrada do consulado dos EUA em São Paulo
Entrada do consulado dos EUA em São Paulo
Foto: Rebeca Figueiredo Amorim/Getty Images / BBC News Brasil

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (2/10) em São Paulo e ao redor de Brasília durante uma investigação sobre um suposto plano de atos que, segundo a PF, poderiam "colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil".

Em nota divulgada nesta tarde, a PF disse que não foram encontrados elementos que indicassem o risco às instalações diplomáticas norte-americanas e também não foram identificados suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.

"As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas. As investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias", disse a PF em nota.

A ação da PF aconteceu no mesmo dia em que as embaixadas e consulados dos Estados Unidos e Austrália foram fechadas nesta sexta-feira em todo o Brasil.

Autoridades brasileiras vinham investigando o caso, segundo duas fontes ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado.

Segundo as duas fontes, representantes da Embaixada dos EUA no Brasil procuraram autoridades brasileiras entre quinta e sexta-feira e comunicaram o que foi identificado como "riscos à embaixada".

A decisão chamou atenção por ter ocorrido a dois dias das eleições presidenciais e em meio a rumores sobre a possível interferência política norte-americana sobre a disputa presidencial.

Funcionários das embaixadas e dos consulados dos dois países foram orientados a não irem aos seus locais de trabalho, e os cidadãos norte-americanos e australianos receberam um comunicado informando sobre a paralisação dos trabalhos.

"Serviços consulares na Embaixada e consulados dos EUA no Brasil serão suspensos na sexta-feira, 2 de outubro, em função de preocupações de segurança. Cidadãos norte-americanos procurando assistência de emergência durante este período não devem ir à Embaixada, consulados ou outras instalações diplomáticas dos EUA", diz um comunicado da Embaixada norte-americana em suas redes sociais.

Em nota enviada à BBC News Brasil pelo Departamento de Estado norte-americano (equivalente ao Ministério das Relações Exteriores), o governo dos EUA não detalhou que ameaças teriam sido identificadas.

"A Administração Trump não tem prioridade maior do que a segurança e a proteção dos americanos (...) Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossas contrapartes brasileiras para tratar das questões de segurança", diz um trecho da nota.

"As embaixadas e consulados dos Estados Unidos no exterior utilizam regularmente o sistema de mensagens STEP, incluindo alertas, para informar os cidadãos americanos sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no contexto local", diz a nota enviada à imprensa.

A reportagem aguarda um posicionamento das autoridades australianas, que informaram em seu site que o fechamento se deu devido a preocupações com a segurança.

Um diplomata com conhecimento do episódio, ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado, disse que, tão logo o governo brasileiro foi informado da suposta ameaça, o caso foi repassado à Polícia Federal para que fosse apurado.

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