Derrotado, Flávio Bolsonaro ficará sem cargo e sem foro privilegiado em 2027
Senador é formalmente investigado em dois casos que tramitam no Supremo
Derrotado por Lula nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro deixará o Senado e ficará sem cargo público e sem foro privilegiado a partir de 2027, após 24 anos de mandatos sucessivos. Com a perda da prerrogativa de função, ele poderá ser julgado pela primeira instância, exceto em inquéritos que o STF mantiver sob sua competência. Atualmente, o político é investigado na Corte pelo financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro e por suposta ligação com lavagem de dinheiro via conta bancária.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2026, ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos, a partir de fevereiro de 2027, quando terminará seu mandato.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio iniciou sua trajetória política em 2003, aos 21 anos, quando foi eleito para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Na Casa, conquistou outras três reeleições, permanecendo no Legislativo estadual até 2018.
Naquele ano, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro para um mandato de oito anos. Antes disso, em 2016, concorreu à Prefeitura do Rio, mas terminou a disputa em quarto lugar.
Com o fim do mandato no Senado, Flávio deixará de contar com as prerrogativas parlamentares vinculadas ao cargo, incluindo a imunidade parlamentar e as regras de competência que determinam quais instâncias da Justiça podem julgá-lo.
Desta forma, o político poderá voltar a ser investigado e processado pela primeira instância da Justiça, nos casos em que não houver outro fundamento para a manutenção da competência do Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, as investigações em que Flávio já figura formalmente como investigado no STF poderão permanecer na Corte, a depender das circunstâncias de cada caso.
Atualmente, Flávio é formalmente investigado em dois casos que tramitam no Supremo. O primeiro envolve o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Menos de seis meses após anunciar sua pré-candidatura, o portal "The Intercept Brasil" revelou áudios e mensagens que indicariam negociações entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para um aporte de R$ 130 milhões na produção do longa-metragem.
A segunda investigação envolve o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavagem de dinheiro. Segundo informações obtidas pela Polícia Federal (PF), Flávio foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária vinculada ao advogado. O registro foi identificado em uma troca de e-mails localizada pelos investigadores. .
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