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Sobrecarga nas carceragens faz detidos passarem a noite retidos em viaturas no Palácio da Polícia em Porto Alegre

Foragidos capturados pela Brigada Militar permaneceram sob custódia em viaturas na 2ª DPPA; transferências acumulam atrasos desde o fim de semana

31 ago 2026 - 11h11
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Resumo
A superlotação nas carceragens do Palácio da Polícia, em Porto Alegre, obrigou a Brigada Militar a manter três presos dentro de viaturas na noite de domingo (30). Com as celas da 2ª DPPA lotadas, os detidos aguardavam transferência para o sistema prisional, que registra represamentos desde sexta-feira (28). A Polícia Penal, por sua vez, declarou que não há pedidos formais de vagas pendentes e que a absorção de presos segue o fluxo padrão conforme a disponibilidade de vagas.

A falta de vagas nas carceragens da Polícia Civil voltou a obrigar guarnições da Brigada Militar a manter presos sob custódia provisória dentro de viaturas policiais em Porto Alegre. Na noite de domingo (30), três veículos operacionais serviam como espaço de contenção para homens capturados em frente à 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (2ª DPPA), situada no complexo do Palácio da Polícia.

Foto: ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

Com as celas internas da delegacia operando em capacidade máxima, os três foragidos recapturados não puderam ser admitidos no prédio e permaneceram isolados, cada um dentro de uma viatura distinta, aguardando triagem e destinação a estabelecimentos penais.

Entre os detidos retidos nos veículos estava um homem capturado no bairro Restinga, na Zona Sul da capital, com mandado de prisão em aberto pelos crimes de tráfico de entorpecentes e formação de quadrilha. Os detalhes referentes às prisões dos outros dois custodiados não foram divulgados pelas autoridades.

A Polícia Civil confirmou que o represamento de transferências para o sistema prisional gaúcho vinha ocorrendo desde a última sexta-feira (28), embora não tenha informado a quantidade total de detentos abrigados nas instalações por questões estratégicas e de segurança.

Posicionamento oficial da Polícia Penal:

Em nota enviada à imprensa, a Superintendência dos Serviços Penitenciários / Polícia Penal do RS declarou que não havia requisições formais pendentes de atendimento e sustentou que o fluxo de absorção carcerária segue a rotina padrão:

"A Polícia Penal do Rio Grande do Sul (PPRS) informa que, neste momento, não há qualquer pedido de vaga pendente de atendimento e o fluxo de encaminhamento de presos para as unidades prisionais ocorre regularmente, de acordo com a disponibilidade de vagas.

A permanência temporária de pessoas presas em delegacias pode ocorrer em situações excepcionais, especialmente quando há o cumprimento de um grande número de mandados de prisão em um curto espaço de tempo."

Com informações: GZH

Porto Alegre 24 horas
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