Bolsa Família de R$ 691: confira quando beneficiários começam a receber novo valor
O reajuste foi anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira, 17 de setembro, e corresponde a 15,04%.
A partir de 19 de outubro, o Bolsa Família terá reajuste de 15,04%, elevando o piso nacional de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio para R$ 777. O decreto assinado pelo presidente Lula também atualiza os adicionais para a primeira infância e variáveis familiares. Os pagamentos seguirão o calendário regular pelo final do NIS até 30 de outubro, beneficiando cerca de 19 milhões de famílias. As regras de renda, inscrição no CadÚnico e condicionalidades de saúde e educação continuam as mesmas.
Os beneficiários do Bolsa Família começarão a receber o novo valor mínimo de R$ 691 a partir de 19 de outubro. A liberação seguirá o calendário regular do programa, organizado conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Os pagamentos começam pelos beneficiários com NIS final 1 e seguem até 30 de outubro.
O reajuste foi anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira, 17 de setembro, e corresponde a 15,04%. O piso atual, de R$ 600, terá acréscimo de R$ 91. Já o benefício médio, que considera a composição de cada família e os adicionais recebidos, deverá passar de R$ 675 para R$ 777.
O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Os efeitos financeiros começam em outubro.
Segundo o governo, cerca de 19 milhões de famílias são atendidas pelo programa. Em setembro, antes da aplicação do reajuste, o Bolsa Família alcançou 19,29 milhões de famílias.
Valores adicionais também serão reajustados
Outros componentes do Bolsa Família também terão novos valores. O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças pequenas, passará de R$ 150 para R$ 173. Já o Benefício Variável Familiar, atualmente de R$ 50, será elevado para R$ 58. O Benefício de Renda de Cidadania, calculado por integrante da família, será de R$ 164.
Com os adicionais, o valor recebido pode superar o piso de R$ 691, dependendo da composição e das características de cada família.
Quem pode receber o Bolsa Família?
As regras de entrada no programa permanecem. A principal condição é que a família esteja dentro do limite de renda estabelecido pelo Bolsa Família e tenha inscrição no Cadastro Único (CadÚnico).
Também é necessário manter os dados cadastrais atualizados e cumprir as condicionalidades previstas nas áreas de saúde e educação, como frequência escolar de crianças e adolescentes, acompanhamento pré-natal de gestantes e atualização da vacinação.
A inscrição no CadÚnico não garante automaticamente a concessão do benefício. As famílias passam por análise para verificar se atendem aos critérios do programa.
Reajuste considera inflação acumulada
De acordo com o governo federal, a correção considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, que chegou a 15,04%.
O Ministério do Planejamento estima impacto adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. Segundo o governo, a atualização será financiada dentro do espaço previsto no Orçamento.
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