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Imprensa portuguesa está chocada com morte de empresários

Sábado, 25 de agosto de 2001, 04h54
"Viagem para a morte". Assim noticiou ontem o site português Lusomundo o assassinato de seis cidadãos daquele país em Fortaleza. O assunto foi destaque durante o dia em sites de meios de comunicação de Portugal, assim como em entrevistas da Rede de Televisão Portuguesa (RTP).

A página da CNN no Brasil na Internet tratou o assunto como o principal destaque do dia. A agência internacional de notícias France Press divulgou o assunto para veículos de comunicação em todo o mundo. Também de Portugal, o site Sic On Line estampou as fotos das vítimas em preto e branco, com o título "Mortos".

Com a manchete "Choque", o Jornal de Notícias, de Lisboa, descreveu os pormenores do crime e ouviu as famílias das vítimas, que receberam a notícia das mortes pela televisão.

"A casa de Manuel Barros, em Almezinha, Pombal, vestiu-se de luto. As viúvas de Manuel Barros e Joaquim Mendes, duas irmãs que viram partir os maridos no dia 11, para uma viagem de férias a Fortaleza, não conseguiram conter os gritos e as lágrimas. Cedo a casa se encheu de gente. Familiares e amigos que se uniram na dor", publica o JN em sua edição de hoje.

Segundo o jornal, Luísa Barros, de 80 anos, mãe de Manuel, chorava com a foto do filho. "Tenho chorado mais pelo meu filho do que na minha vida toda". Amadeu Antunes, amigo de Manuel, declarou ao jornal. "Digam-me que é tudo mentira. Eu ainda acho que é mentira".

A revolta foi expressa no depoimento de um primo de Joaquim Martins, Manuel Rodrigues. "Deviam apanhá-los e arrancar-lhes as unhas uma a uma".


O JN também entrevistou uma psicóloga criminal, Maria Sameiro, para quem Luiz Miguel é "frio, calculista e bárbaro". Segundo ela, Luiz "parece ser uma pessoa incapaz de estabelecer laços afectivos".

De acordo com Sameiro, no entanto, causou surpresa o fato do crime ter sido planejado por um português. "Houve um planejamento, a idéia de quantos mais levar para o Brasil melhor. Mas não se percebe como é que um português, para mais amigo de uma das vítimas, é capaz de preparar tal plano", disse a psicóloga ao JN.

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