O porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no Brasil, Mauricio Valverde, negou nesta quinta-feira qualquer ligação entre o grupo guerrilheiro e o traficante Fernandinho Beira-Mar, qualificando a versão de "arma psicológica" do governo colombiano.Valverde, que está no Brasil há nove meses, disse que estas denúncias têm a "intenção de criar um cenário favorável para a intervenção militar dos Estados Unidos na Colômbia".
"Tudo isto é apenas arma psicológica, mais um dos aspectos do Plano Colômbia", disse o porta-voz da FARC.
"Se fôssemos narcotraficantes, seríamos sócios dos principais produtores de éter e de outros insumos para a produção da coca e teríamos uma frota de helicópteros para transportar a droga. Todos os elementos para a produção da droga saem dos Estados Unidos".
Valverde, que chamou Beira-Mar de "coroinha da coca, em nível latino-americano", disse que a FARC nunca entregou droga ao traficante em troca de armas.
"Penso que estão desviando a questão. Como se colocassem uma pessoa como a única envolvida para que todas as atenções se voltassem apenas para ela."