A guerrilha colombiana do Exército de Libertação Nacional (ELN) soltou esta segunda-feira um grupo das 53 pessoas que seqüestrou domingo, no sudoeste do país, para que "negocie" a libertação de seus parentes que permanecem cativos. "Me soltaram para poder negociar a libertação de minha cunhada", disse à rádio Caracol, Elena de Lima, uma americana de nascimento residente na Colômbia.Por sua vez, Augosto Arango, outro libertado, afirmou que foram 15 as pessoas soltas esta segunda-feira, elevando a 18 os liberados até agora, já que domingo foram soltas mais três pessoas. Pelo menos 35 pessoas continuam em poder dos rebeldes, de acordo com os informes fornecidos pelo exército e pelos libertados.
O grupo libertado esta segunda-feira teve de caminhar por várias horas para descer as montanhas próximas à cidade de Cali, 477 km ao sudoeste de Bogotá, aonde foram levado pelos rebeldes, segundo o que foi narrado aos jornalistas.
Na tarde de domingo, segundo a polícia, 200 guerrilheiros do ELN, guevarista fecharam uma passagem, numa faixa de 3 quilômetros na estrada de Cali ao porto de Buenaventura (costa Pacífica), para realizar o sequestro em massa.
Até agora o ELN, a segunda guerrilha do país, com 5.000 combatentes, não reivindicou o seqüestro.