As baratas dão provas reiteradas de sua quase indestrutibilidade ao resistir aos mais variados tipos de predadores - e os cientistas agora acreditam ter descoberto a razão. Dima Rinberg e Hanan Davidowitz, do Instituto de Pesquisa NEC (EUA), descobriram que os pequenos insetos conseguem perceber o perigo por meio da mudança nas correntes de ar perto deles. Pequenos pêlos em suas costas atuam como sensores que lhes informam quando correr.
"Quando um predador se aproxima para realizar um ataque, as baratas sentem o ar deslocado pelo predador e calculam de onde ele vem para então correr na direção contrária", disse à Reuters Davidowitz, cuja pesquisa foi publicada pela revista Nature.
"Nosso trabalho determina como o inseto consegue diferenciar os movimentos de ar normais daqueles produzidos quando do momento de um ataque", acrescentou.
Os pêlos da barata estão conectados a neurônios que convergem em um aglomerado de nervos. Neurônios de passagem, que conduzem as mensagens, enviam informações sobre o vento e dizem ao inseto o que fazer.
Davidowitz e Rinberg ligaram eletrodos aos nervos da barata para medir a resposta dos neurônios a estímulos controlados, no caso movimentos de ar. Os cientistas construíram pequenos túneis de vento nos quais colocavam os insetos para medir suas reações.