A missão eleitoral da Organização de Estados Americanos (OEA) anunciou na noite desta quinta-feira que não observará o segundo turno da eleição presidencial neste domingo no Peru, com o presidente Alberto Fujimori como único candidato."A missão reduzirá seus trabalhos de preparação do relatório final do processo eleitoral em curso, a fim de transmiti-lo ao secretário-geral da OEA, César Gaviria, e manterá em Lima un núcleo básico, mas não realizará observação de campo", diz um comunicado da entidade.
A nota da missão, liderada pelo ex-chanceler da Guatemala, Eduardo Stein, diz que "de acordo com os padrões internacionais, o processo eleitoral peruano está longe de ser considerado como livre e justo".
A missão afirma, na nota, que "uma eleição é livre se os cidadãos podem exercer seu direito ao voto sem temer represálias. E é, além disso, justa se a totalidade dos partidos e candidatos podem participar da disputa e difundir em igualdade de condições suas idéias e plataformas".
O comunicado acrescenta que "todo o processo eleitoral peruano foi irregular (...) devido ao quadro de irregularidades, inconsistências e ineqüidades neste segundo turno".
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