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Henry Ford: "Se um trabalhador se considera especialista, nós o demitimos; ninguém se considera um especialista se realmente conhece seu trabalho"

Executivo dominava como ninguém os meandros trabalhistas de sua própria empresa

8 ago 2026 - 16h34
(atualizado em 14/8/2026 às 08h30)
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Henry Ford
Henry Ford
Foto: Wikimedia / Xataka

Sócrates resumiu melhor que ninguém as dúvidas sobre o conceito de conhecer algo: "só sei que nada sei". Essa sensação de desamparo diante de tudo aquilo que alguém pode chegar a conhecer foi expressada de diversas maneiras ao longo da história.

Essa humildade levou Sócrates a ser reconhecido como o "mais sábio dos sábios". Platão explica isso em "Apologia de Sócrates", a defesa feita por Sócrates quando ele é acusado de corromper os jovens e rejeitar os deuses. Essa suposta corrupção acontecia porque Sócrates era um grande defensor da maiêutica, como é chamado seu processo de confrontar ideias em um diálogo aberto por meio de perguntas-chave feitas ao discípulo.

O problema não é, de forma alguma, ignorar algo. O verdadeiro problema é conhecer algo sobre um tema e chegar a pensar que se sabe tudo sobre ele. Um erro que sempre se repetiu na história e para o qual Henry Ford tinha uma solução: "nos livramos dele".

Sempre há algo a aprender

Sabemos que Henry Ford foi um homem peculiar. Ele criou o primeiro carro produzido em massa do mundo, o Ford Model T, graças à produção em linha de montagem. Ou seja, graças à extrema especialização de seus trabalhadores.

Já contamos que, para conseguir isso, ele não hesitou em passar por cima da concorrência oferecendo salários mais altos e, principalmente, prometendo distribuir todos os lucros obtidos no fim do ano. Metade para os trabalhadores, metade para ele. O resultado foi tão bem-sucedido que, no dia seguinte, a entrada da fábrica ...

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