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Troca de arquivos vencerá indústria musical
Segunda, 19 de fevereiro de 2001, 19h02
No julgamento sobre o Napster, serviço de troca de arquivos MP3, a 9ª Corte de Apelações americana decidiu na semana passada que a criação de um diretório centralizado que facilite a troca de material protegido por direito autoral é ilegal. Mas segundo o Gartner Group, o aspecto mais importante do veredito é que os serviços "peer-to-peer" (p2p)que não dependem de servidores centrais, não são ilegais, mesmo que possam ser usados para trocas de arquivos protegidos por direito autoral. Em release divulgado recentemente, os analistas do Gartner classificam o projeto do Napster de "primitivo". O serviço reúne as listas de arquivos oferecidos pelos usuários que estão online num diretório único, que pode ser examinado através de buscas. É isso que, no caso do Napster, possibilita a troca de arquivos entre os usuários. Contudo, diz o Gartner, substitutos do Napster, como o Aimster, já estão tendo sucesso - e os métodos que eles usam irão protegê-los dos problemas legais enfrentados pelo polêmico serviço. "A indústria de música não venceu. Ela apenas levou a melhor numa batalha contra um oponente menos sofisticado", garante a empresa. Para o Gartner, os serviços de distribuição de arquivos em sistema "peer-to-peer" devem vingar, na medida em que evitem cometer o erro de saber o que está sendo trocado pelos usuários, tendo a partir daí condições técnicas de impedir a atividade ilegal.
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