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Desempenho ou qualidade? Vale a pena jogar no modo ultra?

Será que o Ultra é realmente uma boa opção? Vale a pena pagar tanto por ele? Rodamos alguns testes para desvendar a questão

17 nov 2021 17h26
| atualizado em 18/11/2021 às 08h08
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Desempenho vs Qualidade: Vale a pena jogar com tudo no Ultra?:

O sonho de todo jogador de PC veterano ou novato é dividido em dois: ou ligar tudo no talo e sair apreciando gráficos, ou ser mais modesto e configurar para ter a maior quantidade de frames possível. Pensando nisso, elaboramos um comparativo entre qualidade gráfica e desempenho, e vamos tentar responder uma velha pergunta do mundo dos computadores: será que vale a pena rodar tudo no ultra?

A metodologia 

Para começar, precisamos explicar os critérios para os nossos testes. Fizemos benchmarks em 3 jogos diferentes: Control, Metro Exodus Enhanced Edition e Call of Duty: Warzone. Em cada jogo testamos 3 abordagens: configuração média, alta e configuração máxima de cada título. No entanto, salientamos que o foco principal da nossa análise ficou em Control.

Dessa maneira, podemos realizar um comparativo direto entre cada game testado. Além disso, nossos testes foram feitos com:

  • Processador Ryzen 7 5700G;
  • RTX 3060;
  • 16 GB de memória RAM.

Comparativos

Control

O primeiro grande teste fica com Control. O game foi escolhido por ainda apresentar gráficos incríveis e ser compatível com vários recursos atuais. Além, é claro, de ser bem pesado nas configurações mais avançadas.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

No comparativo acima, colocamos Control na qualidade Ultra, com tudo que tem direito – menos Ray Tracing, por enquanto – versus a qualidade média, que corresponde a um “Alto” do game. É muito difícil perceber diferenças nas imagens, mesmo com zoom.

Porém, se olharmos mais atentamente, é possível observar que no lado Ultra as sombras são mais suaves, enquanto no médio há um contorno mais acentuado e distante do real. Além disso, observe a iluminação bem no meio da imagem. No Ultra essa camada de luz é mais “próxima do jogador”, como se estivesse mais densa.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

Já no segundo teste há outros elementos que podemos enxergar. Primeiro, o chão do Ultra fica mais claro e com contornos de pequenas poças de água mais contrastado em relação ao médio, que escurece o chão para disfarçar as imperfeições de sombra.

Na cerca é possível ver que a qualidade média apresenta mais serrilhado no arame, enquanto o Ultra é mais lisinho. Nessas barras que sustentam a cerca, podemos ver como a luz é mais bem representada no Ultra do que no Médio, assim como a incidência de raios luminosos no cilindro de cor metálica que faz um “L” na imagem.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

Em termos de jogabilidade, Control rodou a cerca de 94 quadros constantes, sem engasgos na qualidade Média. Nossa RTX 3060 ficou a 99% de uso; o Ryzen 7 5700G fica na casa dos 24% de carga; e a memória RAM não passa dos 9 GB de consumo.

Já na qualidade Ultra, o game faz quase 69 quadros nos testes, também sem problemas no gameplay. O Ryzen 7 5700G não passa de 22%, enquanto a RTX 3060 se mantém em 99% de carga e o uso da memória RAM fica na casa de 9 GB mais uma vez.

Metro Exodus Enhanced Edition

Nosso próximo teste é com Metro Exodus Enhanced Edition. Escolhemos essa versão pois toda a iluminação do jogo é gerada via Traçado de Raios, então não há para onde fugir no benchmark.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

Nesse comparativo, as coisas já começam a ficar nebulosas, pois é difícil distinguir as duas imagens caso não houvesse a legenda. No entanto, a qualidade UItra cria efeitos visuais, principalmente de iluminação pelo Ray Tracing Ultra, melhores. Repare na poça de água: embora a câmera esteja em posições levemente diferentes, a poça do Ultra reage de forma mais individual a cada porção de óleo que está com a água. No outro exemplo, a imagem ainda está muito bonita, porém, essa poça recebe muita exposição do sol, deixando o efeito branco e refletido demais.

Também graças ao Ray Tracing podemos observar os cantos e as sombras. No Ultra as sombras têm mais profundidade e são mais escuras. O preto é mais preto, por assim dizer.

Em termos de gameplay, no Ultra nossa jogabilidade fica na média de 68 a 72 fps, com consumo de 36% do Ryzen 7 5700G; oscilação de 93 a 96% da RTX 3060 e consumo de RAM na casa dos 9.1 GB.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

Já na qualidade Alta, o resultado foi uma jogatina que varia primordialmente entre 90 a 100 quadros, mas na média consideramos uns 91. O processador teve picos até 41% de uso, enquanto a RTX 3060 oscilou mais, de 66 a 93%. No entanto, não houve engasgos.

Call of Duty: Warzone

Finalmente, chegamos ao mais difícil dos testes: Call of Duty: Warzone. O motivo da dificuldade é que estamos analisando um game multiplayer massivo, então realizar o mesmo teste é muito difícil.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

No comparativo, as mudanças são bem poucas. Olhando mais atentamente, é possível encontrar detalhes das árvores e vegetação mais bem definidos na qualidade Ultra, assim como as sombras e a profundidade dos objetos, sua definição e contraste.

Agora as coisas começam a ficar mais estranhas. No gameplay, a diferença de performance foi até que bem pouca – basta ver o gráfico. No Ultra temos um jogo na casa dos 120 quadros, com processador e placa de vídeo apresentando oscilações, e memória RAM a quase 15 GB.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

Já na qualidade normal, a jogatina sobe para casa dos 130 quadros com bastante esforço. O processador, placa de vídeo e RAM apresentam comportamentos muito parecidos com a situação anterior. O motivo disso tudo: Warzone é essencialmente mal otimizado e irregular demais, então é bem difícil tirar as conclusões por aqui. 

Teste com Ray Tracing

Por fim, retornamos ao Control para testar a tecnologia do Ray Tracing. Na imagem abaixo há, talvez, a grande mudança desse artigo: Qualidade alta vs Qualidade alta com Ray Tracing.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

As diferenças são muito perceptíveis, a começar com os reflexos no vidro, que simplesmente não existem quando a tecnologia está desligada. É possível ver com clareza as formas das janelas e o contorno da nossa protagonista. Ainda podemos observamos como as luzes vermelhas se comportam de maneira mais suave na sala com vidro; e, ao fundo, como as sombras são mais intensas e os cantos estão mais escuros.

No entanto, tudo tem um preço. Se a qualidade máxima fazia cerca de 68 quadros, essa mesma qualidade máxima + Ray Tracing cria uma média de 41 frames no mesmo teste. Claro, não utilizamos DLSS, mas caso ativo, irá melhorar muito o gameplay.

Foto: Reprodução/Felipe Vidal

Vale a pena?

Por fim, chegamos ao ponto central desse texto. Vale a pena jogar no Ultra? A resposta é muito subjetiva, principalmente pois eu não sei quais são as configurações da sua máquina.

Além disso, você deve se perguntar o seguinte: o meu hardware aguenta o Ultra? Eu preciso rodar esse jogo específico no ultra?

Em Control e Metro Exodus, mais focados em narrativa, se a sua placa tiver capacidade de fazer 60 quadros no Ultra, não hesite em colocar essa configuração e bom jogo!

Caso contrário, baixe para o Alto. Eu te garanto que a diferença vai ser praticamente imperceptível no meio dos tiroteios e fugas. Além disso, em jogos desse estilo é bom travar os quadros a 60 frames com o V-SYNC ou Sincronia Vertical para ter mais estabilidade.

Agora, em games competitivos, como o Warzone, o ideal é colocar as configurações no Médio ou Alto, destravar os frames, se possível ligar tecnologias como o DLSS no modo desempenho, e tentar fazer a maior quantidade de quadros possível. Mas também use o bom senso. Se o jogo estiver feio demais, ajuste uma coisa ou outra, principalmente o serrilhado.

Já com o Ray Tracing, nós apenas recomendamos para jogos focados em narrativa, como Control e Metro Exodus. Aqui é obrigatório ativar recursos como o DLSS ou Fidelity FX Super Resolution para ganhar quadros, pois esses efeitos são muito pesados, mas fazem bastante diferença. No cenário competitivo é sempre bom deixar desativado.

Fonte: Game On
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