Jogamos: Heroes of Might and Magic III Remake traz o clássico de 1999 para uma nova geração
Nova versão atualiza os visuais e traz novidades sem deixar de lado as principais características do clássico
É notável e, ao mesmo tempo, louvável que a Ubisoft também tenha entrado na onda dos remakes. Depois de começar com Assassin's Creed Black Flag, a empresa também vai lançar neste mesmo ano o remake de um título que ninguém esperava ver de volta depois de tanto tempo, Rayman Legends, um dos seus melhores jogos.
Agora, mais um remake pouco esperado entra nessa onda da desenvolvedora, com Heroes of Might and Magic III, um dos jogos de estratégia por turnos mais emblemáticos. Originalmente desenvolvido pela New World Computing, a série acabou sendo adquirida pela Ubisoft. Heroes of Might and Magic III foi lançado em 1999 e recebeu uma HD Edition em 2015, feita pela Dotemu. Após 26 anos, finalmente vai ganhar o revival que tanto merece.
Durante meu teste, foi possível jogar um prólogo criado para essa nova versão, que serve como um bom tutorial para explicar como funcionam as principais mecânicas do título, principalmente o combate e a forma como nossas ações gastam stamina. Esse é um ponto que achei meio desbalanceado no começo, já que qualquer caminhada com o cavalo consumia bastante desse recurso e, muitas vezes, foi preciso descansar no meio do nada, passar o dia e preencher tudo novamente.
Nesse prólogo, controlamos Catherine, personagem conhecida por quem costumava escolher heróis com foco em cavaleiros, clérigos e até mesmo grifos. Boa parte de seu passado já é conhecida, já que ela é a sucessora após o falecimento de seu pai, Gryphonheart, e a herdeira legítima de Erathia.
O prólogo serve para explicar melhor essa parte, com direito a narrações e cenas cinematográficas mostrando seu retorno e como ela pretende tomar por direito aquilo que lhe foi jurado. Achei essa introdução bem útil para o que se propõe, além de apresentar uma das protagonistas da série e nos situar de maneira bastante explicativa sobre como cada ação funciona.
Após a conclusão do tutorial, foi possível ver de fato tudo o que o remake tem a oferecer, em uma versão clássica do mapa Arrogância, mas agora com o título de 2026 na frente para deixar claro que se trata de uma versão repaginada. Por já saber como funcionavam as opções com Catherine, acabei optando por jogar novamente com ela, mas boa parte das outras classes e heróis vistos anteriormente também estão de volta, agora com seus visuais e portraits atualizados.
Visualmente, o remake consegue ser fiel ao que foi feito em 1999 e, ao mesmo tempo, modernizado o suficiente para deixar o título mais próximo de outros jogos de estratégia por turnos presentes atualmente no mercado, como o próprio Civilization, que há bastante tempo vem se destacando nesse estilo em que comandamos tropas e conquistamos novos territórios.
Heroes segue a mesma mentalidade vista em muitos remakes, mantendo sua essência e adicionando elementos para deixar a experiência mais especial. Enquanto jogava, deu para notar que algumas das novidades, principalmente as novas cenas ao entrar em um reino, deixam tudo com um tom mais épico de fantasia. Essas melhorias visuais ajudam a dar uma nova identidade ao título, com personagens e cenários que ainda passam aquele ar clássico, só que mais próximos do que a geração atual consegue entregar.
Boa parte do tempo que passei jogando foi justamente gerenciando meu reino, conquistando locais próximos para obter mais madeira e outros recursos, ganhando experiência enfrentando criaturas místicas e pegando seus tesouros, que são bastante úteis. A parte de construção dentro do reino também é bem variada. Como estava com uma classe mais focada em cavaleiros, podia criar unidades voltadas para esse estilo, como arqueiros, lanceiros e soldados de patentes mais baixas. Todas elas também possuem níveis para se tornarem mais fortes, já que cada construção conta com seu próprio sistema de aprimoramento.
Meu único porém nessa parte foi que, ao construir algo, ficava travada a possibilidade de realizar outra construção que também estivesse disponível. Era possível fazer apenas uma por dia e esperar até o dia seguinte para iniciar outra. Recrutar novos aliados também apresentou um pequeno problema, já que as novas unidades só chegavam quando uma semana era completada. Em algumas ocasiões, isso me obrigou a ficar apenas explorando o mapa, que conta com aquele velho sistema de fog of war, enquanto deixava tropas inimigas tomarem pequenos locais que eu havia conquistado.
O combate foi um ponto que me surpreendeu bastante durante o teste. Ele segue o padrão de batalhas por turnos, mas o diferencial está no movimento de cada tipo de tropa. Nem todas conseguem se deslocar da mesma forma, quase como em um tabuleiro de xadrez, só que utilizando espaços hexagonais para demonstrar isso. Os arqueiros, por exemplo, podem atacar sem se arriscar muito, enquanto lanceiros e grifos conseguem chegar até o adversário em poucos turnos e possuem mais opções de movimentação, sem ficarem limitados a seguir apenas em linha reta.
Por fim, dentro do mapa Arrogância, não era apenas meu reino que estava disputando territórios. É possível acompanhar o quanto os outros também evoluíram e decidir se devemos atacá-los ou tentar resolver as coisas por meio da diplomacia, evitando confrontos dentro dos nossos próprios reinos. Quando essas batalhas acontecem, a situação ganha uma escala bastante épica, já que os adversários precisam derrubar nossos muros para invadir. Também é preciso deixar algumas tropas no castelo para conseguir defendê-lo com segurança.
Heroes of Might and Magic III Remake está sendo desenvolvido para PC, PlayStation 5 e Xbox Series. A data de lançamento não foi divulgada.
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