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F-Zero: o jogo que definiu as corridas futuristas

Antes de qualquer jogo pensar em velocidade extrema, F-Zero já estava lá, quebrando limites e redefinindo o que significava correr no futuro

27 nov 2025 - 14h58
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F-Zero: o jogo que definiu as corridas futuristas
F-Zero: o jogo que definiu as corridas futuristas
Foto: Reprodução

F-Zero não foi apenas um bom jogo de corrida — foi um choque cultural para quem viveu o início da era 16 bits. Enquanto muitos de nós ficávamos maravilhados com os mundos vibrantes de Super Mario World, o título futurista da Nintendo chegava como um chute na porta, mostrando que o Super Nintendo tinha ambições maiores do que simplesmente colorir a tela. 

Ele queria nos transportar, e o Mode 7 — aquela tecnologia mágica que torcia o solo como um holograma — era o ingresso para esse futuro. E claro, por trás de tudo isso, a assinatura de Shigeru Miyamoto já deixava claro: aquele não seria apenas “mais um jogo”.

Quando o futuro chegou nas corridas

O ano era 1990 e o Super Nintendo precisava de um jogo que sintetizasse sua tecnologia Mode 7, aquela tecnologia mágica de distorcer e girar cenários em tempo real. A solução? Um game de corrida que parecesse impossível em qualquer outro console. Foi assim que nasceu F-Zero — seco, direto, estiloso, um jogo que dispensava firulas para entregar pura adrenalina sintetizada.

Ali, nas pistas suspensas sobre cidades futuristas e desertos eletrônicos, a série estabeleceu seu próprio vocabulário visual: cores neon, curvas que desafiam a lógica e uma trilha sonora que parecia extraída de um anime cyberpunk. Era o futuro no ano de 2560 visto pelo olhar dos anos 90 — exagerado, acelerado e absolutamente fascinante.

Na prateleira dos clássicos de corrida do SNES, F-Zero divide espaço com Top Gear, mas cada um brilha por razões muito particulares. Enquanto o título da Kemco apostava no charme mais tradicional das corridas, F-Zero detonava na frente com um universo que parecia saído diretamente de uma produção scifi: máquinas flutuantes, pistas suspensas, cidades pulsando neon ao fundo. 

Captain Falcon: o símbolo do futuro que nunca diminui a marcha

Captain Falcon
Captain Falcon
Foto: Reprodução

Se F-Zero não fosse já marcante por si só, Captain Falcon tratou de assumir o volante como ícone cultural. Um dos quatro personagens jogáveis, ele rapidamente foi catapultado para o centro das atenções. Mas curiosamente, o renomado caçador de recompensas intergaláctico mascarado ganhou mais fama fora de sua própria série do que dentro dela, graças ao fenômeno de luta Super Smash Bros. 

Mas no universo de F-Zero, Falcon sempre foi mais que um piloto: ele era um arquétipo, a personificação do herói futurista, dividido entre correr e sobreviver. Sua nave, a Blue Falcon, não era só um veículo — era uma assinatura estética e conceitual. Rápida, agressiva, instável. A metáfora perfeita para a própria série.

Durante a década de 90, F-Zero ditou tendências. Jogos de corridas futuristas que vieram depois, de Wipeout a Extreme-G, todos beberam dessa fonte. Com o tempo, F-Zero ganhou sequências, mas nenhuma conseguiu capturar com perfeição aquele frescor quase revolucionário do original. 

O Nintendo 64 recebeu uma versão que ficou devendo, enquanto o GameCube ganhou o excelente F-Zero GX, fruto da parceria com a Sega — tecnicamente brilhante, mas com outro tipo de alma. Mesmo brilhando como um dos melhores jogos de corrida do console, GX não carregava o mesmo encanto imediato, aquela magia quase inocente do SNES.

O hiato que virou lenda

Depois de GX, em 2003, a franquia entrou em um silêncio quase ritual. Foi como se a Nintendo tivesse colocado F-Zero numa cápsula de estase, preservado entre relíquias que ninguém ousa mexer — seja por respeito, ou por receio de não conseguir repetir a façanha. 

Tirando as aparições pontuais nos portáteis e o curioso renascimento competitivo de F-Zero 99, em 2023, a série segue adormecida. E os fãs continuam esperando um novo capítulo de verdade, completo, audacioso, com a mesma urgência com que seus veículos viviam prestes a explodir no limite da pista.

Ao mesmo tempo, esse longo hiato acabou ampliando o mito. F-Zero virou aquele gigante adormecido que, mesmo sem novos capítulos, continua lançando sombra sobre o gênero. O jogo nunca desapareceu do imaginário coletivo: vive nas lembranças, nas homenagens espalhadas por Smash Bros., nas teorias e pedidos que surgem a cada Nintendo Direct.

Muito antes de o mercado abraçar as corridas futuristas, F-Zero já apontava o caminho — acelerando como se o amanhã estivesse logo na curva seguinte. A Nintendo pode até demorar para pisar novamente nesse acelerador, mas quando decidir trazer a série de volta, o impacto será inevitável. Porque certas franquias não seguem tendências. Elas criam.

Quem sabe no próximo The Game Awards, a ser realizado no dia 11 de dezembro, a Nintendo não nos surpreenda com um novo F-Zero?

Fonte: Game On
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