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Gamescom Latam revela como será formato do evento

A transformação do BIG Festival em Gamescom Latam promete mexer com a indústria de games da região, mas não pretende esquecer de suas origens

2 dez 2023 - 12h01
(atualizado em 3/12/2023 às 13h25)
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O anúncio da transformação do BIG Festival, um dos maiores eventos de jogos independentes da América Latina, em Gamescom Latam pegou muita gente de surpresa. A versão da feira alemã, o maior evento de games do mundo, levantou questões sobre como será a edição latina, além de como ficarão os desenvolvedores independentes com essa mudança.

Foto: Reprodução/Gamescom Latam / Canaltech

O Canaltech teve a oportunidade de conversar com Gustavo Steinberg, CEO do BIG Festival e agora Gamescom Latam, sobre esse novo passo para o evento e os objetivos dos organizadores para o futuro da indústria de games na região.

Evolução natural

O BIG Festival completou dez anos de existência em 2022 e aproveitou a data para anunciar que o evento passaria a fazer parte da Omelete Company, a mesma organizadora da CCXP. Em 2023, o evento aconteceu conforme previsto, em junho, mas o anúncio em novembro que ele se tornará a Gamescom Latam surpreendeu a todos. Para Steinberg, essa transformação se deu a planos e oportunidades que surgiram no momento certo.

"A movimentação com a Omelete Company fez muito sentido, pois nós já tínhamos uma presença forte B2B, bem próxima da indústria, e a área B2C vinha crescendo cada vez mais. A gente tinha uma ideia meio maluca de se juntar com um evento maior, que significaria para a indústria um próximo passo para trazer crescimento e relevância para a região frente ao mundo inteiro", comentou Gustavo.

O CEO comentou que não era um plano ou uma obrigação fazer essa mudança, mas que foram ótimas oportunidades que surgiram e casaram com ideias que os organizadores tinham, resultando na criação da Gamescom Latam.

Crescendo sem esquecer das origens

Uma das questões levantadas com essa mudança era relacionada ao foco do evento. O BIG sempre foi uma plataforma para desenvolvedores independentes conseguirem fazer networking, além de mostrar ao público seus novos projetos. Com a mudança, existiu a dúvida se esse foco mudaria para grandes produções, enquanto os indies seriam deixados de lado, apenas como parte da feira.

Para Gustavo Steinberg, o que muda agora é que a exposição aos indies só vai crescer, já que eles continuarão como o centro de todo o evento.

"Será muito parecido com o que a CCXP fez, com o Artist's Alley. Você vê essa área hoje e ela está gigante e bem no meio do evento, muito mais forte e relevante do que era no começo. Será assim com a gente. O nosso coração é indie e sempre será. A parte indie não vai diminuir, ele vai estar forte, crescendo e está surgindo algo enorme em torno dele."

Isso também deve se refletir na forma como o evento será apresentado ao público. Pelo tamanho da Gamescom, que acontece na Alemanha, e que nos últimos anos tomou uma dimensão ainda maior, fazendo grandes anúncios e preenchendo um pouco o vácuo deixado pela E3, existe uma expectativa que algo similar aconteça aqui.

Gustavo revela que esse tipo de coisa depende muito da disponibilidade das publishers, mas que conversas já estão acontecendo. Porém, a ideia ainda é dar esse destaque para os jogos feitos na região.

"Vamos pensar diferente. Que tal transformar os nossos jogos em grandes anúncios para o mundo", comentou Steinberg. O CEO lembrou que tanto a Gamescom alemã como a Gamescom Asia, que acontece em Singapura, também têm uma prática de dar visibilidade ao mercado regional, mostrando ao mundo os projetos de estúdios locais, ao lado de anúncios de Sony, Nintendo e Microsoft.

Um evento sobre jogos

Nos últimos anos, eventos de games sofreram uma mudança que, em alguns casos, as grandes atrações acabam sendo influencers e personalidades ligados ao mundo dos jogos eletrônicos. Por conta disso, os títulos muitas vezes não recebem tanto destaque junto ao público, que vai nesses eventos não para conhecer novos jogos, mas sim para poder ver seus ídolos.

Quando questionamos como seria esse equilíbrio na Gamescom Latam, Steinberg revelou que a ideia é colocar os jogos em primeiro plano. "O nosso foco sempre será conteúdo de jogos eletrônicos. No nosso último evento, tivemos mais de 1.200 influenciadores parceiros, mas o nosso esforço é para que eles criem conteúdo sobre os jogos. Nosso objetivo é dar visibilidade aos títulos, estúdios e criadores", disse o CEO.

Mais novidades sobre a Gamescom Latam devem ser divulgadas nos próximos meses, lembrando que o evento acontecerá em São Paulo, dos dias 26 a 30 de junho de 2024.

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