Rexona cai para time suíço, e Fofão se aposenta sem medalha
Uma das principais atletas da história do vôlei nacional, Fofão fez o último jogo como profissional neste domingo. Ao contrário do que se acostumou durante a longa carreira, a levantadora, dona de três medalhas olímpicas, deixou as quadras com derrota. Na decisão do terceiro lugar do Mundial de Clubes, o Rexona-Ades (Rio de Janeiro) perdeu para o Volero Zurique por 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/17 e 25/18.
O Mundial foi o último torneio da carreira de Fofão, 45 anos. Ela se despediu das quadras do Brasil, no entanto, do melhor jeito que poderia. Em abril, liderou o Rio de Janeiro à conquista da décima Superliga da história do clube, ao derrotar o Molico/Nestlé (Osasco) na decisão.
Fofão conquistou três medalhas olímpicas com a Seleção Brasileira de vôlei. Foi bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000 e realizou o sonho do ouro em Pequim 2008. Após o título na China, deixou a equipe nacional, que defendeu por 17 anos da carreira.
Apesar de a partida deste domingo contra o Volero Zurique marcar a despedida da icônica levantadora, o Rio de Janeiro não conseguiu atuar em grande nível. Derrotado na semifinal por 3 sets a1 pelo Dínamo Krasnodar, no sábado, o time entrou desanimado contra a equipe da casa.
O clube suíço, por outro lado, não queria perder a chance de conquistar uma medalha diante da torcida. Com mais volume de jogo, o Volero conseguiu impor seu ritmo sobre a equipe comandada por Bernardinho. Com a derrota do Rio, é a primeira vez que um time do Brasil não sobe ao pódio do evento desde que ele foi retomado em 2010.
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