Vitória sofre prejuízo milionário com saída da 7K; saiba detalhes
Rescisão com a 7K atinge planejamento financeiro do clube, que terá de buscar novas receitas após medida assinada por Lula
Após o governo federal proibir a publicidade de apostas no país, a 7K rescindiu o patrocínio máster com o Vitória, gerando um prejuízo estimado em R$ 55 milhões até 2027. O montante engloba o contrato principal e receitas com placas publicitárias, que representavam 15% do orçamento rubro-negro. A perda de R$ 2,5 milhões mensais compromete o pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas, forçando o clube a buscar novas receitas e até a cogitar a venda de jogadores para equilibrar as contas.
O Vitória terá de rever parte do planejamento financeiro após rescindir com a 7K, patrocinadora máster. A saída ocorreu após o governo federal proibir a publicidade e os patrocínios de casas de apostas no Brasil.
A Agência RTI Esporte apurou que o impacto para o clube baiano pode chegar a R$ 55 milhões até o fim de 2027. O valor foi estimado pelo presidente Fábio Mota, que considera não apenas o contrato da 7K, mas também outras receitas relacionadas ao mercado de apostas.
A parceria estava prevista até dezembro de 2027 e, segundo Mota, a receita ajudava o Vitória a cumprir compromissos financeiros, como dívidas trabalhistas, acordos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e parcelas de impostos.
O que Lula decidiu?
Em 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no território nacional.
A norma proibiu novas ações de marketing e patrocínios de bets. Materiais existentes podem permanecer até 5 de outubro, enquanto sites e aplicativos deverão ser bloqueados a partir do dia seguinte. Nesse cenário, a 7K rescindiu o vínculo com o Vitória.
Contrato tinha peso no orçamento
A parceria entre Vitória e 7K começou em 2025 e estava prevista até dezembro de 2027. O acordo era uma das principais fontes de receita comercial, e o presidente Fábio Mota afirmou que o clube projetava receber os valores durante a vigência.
O dirigente afirmou que as bets representam cerca de 15% da receita do clube. Com a rescisão, o Vitória calcula impacto de R$ 10 milhões em 2026 e R$ 45 milhões em 2027, além de perder cerca de R$ 2,5 milhões por mês.
Prejuízo ultrapassa o patrocínio
O cálculo de R$ 55 milhões não se limita ao espaço ocupado pela 7K na camisa. O presidente também apontou perdas relacionadas às placas publicitárias nos estádios, que têm forte participação de empresas de apostas.
A queda de receita preocupa porque o dinheiro já estava destinado ao pagamento de dívidas. Fábio Mota citou acordos com a Justiça do Trabalho, CNRD e governo federal e admitiu a possibilidade de negociar jogadores para compensar o impacto.
A rescisão da 7K, portanto, não representa apenas a saída de uma marca do uniforme. Para o Vitória, a medida abriu um déficit projetado de R$ 55 milhões e obrigou o clube a procurar novas fontes de receita em meio a um cenário de forte pressão financeira.
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