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Vasco rebate acusação do Flamengo e ganha aliado de peso

18 set 2026 - 14h20
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Resumo
O Vasco rebateu na Justiça as acusações do Flamengo sobre danos ao gramado do Maracanã para viabilizar o estádio na semifinal da Copa Sul-Americana, já que São Januário não atende à capacidade mínima de 30 mil pessoas exigida pela Conmebol. O clube alegou que o desgaste decorre do excesso de jogos de Flamengo e Fluminense. Respaldado por decisão judicial e com o apoio da própria Conmebol, que planeja dialogar com o consórcio administrador, o Cruz-Maltino negocia a liberação do palco esportivo.

O Vasco respondeu judicialmente a uma acusação apresentada pelo Flamengo sobre o estado do gramado do Maracanã. Na ação, o time rubro-negro alegou que o campo ficou repleto de buracos após um duelo vascaíno contra o Palmeiras. A discussão jurídica ganhou força porque o clube de São Januário busca liberar o estádio para o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana.

Bruno Duarte durante classificação do Vasco na Sul-Americana
Bruno Duarte durante classificação do Vasco na Sul-Americana
Foto: Bruno Duarte durante classificação do Vasco na Sul-Americana ( Matheus Lima/Vasco) / Gávea News

A definição do palco virou necessidade por causa das regras do torneio continental. A Conmebol exige capacidade mínima de 30 mil espectadores para a etapa semifinal. Como o estádio de São Januário possui pouco menos de 22 mil lugares, o time carioca não pode mandar a partida decisiva em sua casa tradicional.

Na contestação anexada ao processo no Rio de Janeiro, o Vasco apontou o excesso de partidas dos rivais na época do confronto citado e desqualificou o laudo apresentado pelo rival.

"Os danos no gramado não são oriundos de Vasco x Palmeiras, principalmente em um contexto de ser fato público e notório até os dias atuais questionamentos acerca da qualidade do gramado do Maracanã, a existência de nove partidas já agendadas para o mesmo mês de abril e a realização reiterada de jogos em dia consecutivos pelos próprios Flamengo e Fluminense.".

O litígio judicial teve início em 2023, quando a diretoria cruz-maltina obteve liminar para enfrentar o Palmeiras no Maracanã. O processo continuou tramitando para buscar igualdade comercial com os administradores. No dia 18 de agosto, a juíza Lorena Dutra publicou decisão reconhecendo a necessidade do clube mandante, a alta procura por ingressos e a preservação do calendário esportivo.

A Conmebol também indicou apoio ao planejamento vascaíno e deseja ver o confronto decisivo no principal palco carioca. A confederação sul-americana pode dialogar com o Consórcio Fla-Flu para facilitar a utilização das dependências esportivas pelo clube mandante na disputa continental.

As conversas com os administradores do estádio definirão as condições comerciais e a autorização final para o evento internacional. A diretoria do Vasco mantém as tratativas institucionais para formalizar o Maracanã e cumprir os requisitos de público exigidos pela entidade organizadora.

Gávea News
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