Histórico de Renato Gaúcho com colombianos levanta dúvidas no Vasco da Gama
Com poucos casos de sucesso ao longo da carreira, o treinador aposta na adaptação como fator decisivo, enquanto o elenco do Vasco da Gama ainda busca respostas dentro de campo.
O técnico Renato Gaúcho comentou sobre a a dificuldade de adaptação de jogadores estrangeiros no Vasco da Gama, após a derrota por 2 a 1 para o Botafogo, em São Januário, neste sábado (04).
Questionado sobre o desempenho irregular do atacante Marino Hinestroza, o técnico Renato Gaúcho apresentou uma análise que chamou atenção ao abordar o histórico de atletas colombianos e equatorianos no futebol brasileiro.
Segundo o treinador, a principal barreira enfrentada por esses jogadores está na assimilação tática exigida no Brasil, considerada por ele mais complexa em comparação a outros mercados sul-americanos. Renato destacou ainda que, ao longo da carreira, costuma aprovar contratações desse perfil apenas quando os atletas já possuem experiência prévia no país, o que facilitaria o processo de adaptação e reduziria riscos esportivos.
O elenco cruzmaltino conta atualmente com quatro colombianos: Andrés Gómez, Brayan Ceballos Cuesta, Johan Rojas e o próprio Hinestroza. Entre eles, apenas Gómez conseguiu se firmar como titular neste início de trabalho da nova comissão técnica. Os demais ainda buscam espaço em meio à concorrência e às exigências do sistema de jogo implementado.
Um levantamento recente sobre a trajetória de Renato Gaúcho reforça esse padrão cauteloso. Na última década, o treinador trabalhou com poucos colombianos, tanto no Grêmio quanto no Fluminense. Ao todo, foram sete atletas, com níveis variados de desempenho e permanência.
GRÊMIO
No clube gaúcho, nomes como Luis Orejuela, Jaminton Campaz e Monsalve tiveram passagens discretas. Orejuela, que já havia atuado no futebol brasileiro antes de chegar, somou minutos relevantes, mas não deixou grande impacto. Campaz, por sua vez, perdeu espaço e acabou sendo emprestado, enquanto Monsalve alternou entre titularidade e banco.
FLUMINENSE
Já no Fluminense, o cenário apresentou nuances diferentes. O destaque absoluto foi Jhon Arias, peça fundamental da equipe e um dos protagonistas da conquista da Copa Libertadores da América em 2023, que manteve alto nível sob o comando de Renato antes de se transferir ao futebol europeu. Outro nome que evoluiu foi Kevin Serna, que viveu sua fase mais produtiva, acumulando gols e assistências e se consolidando como titular.
Por outro lado, jogadores como Santi Moreno e Gabriel Fuentes tiveram menor protagonismo, com participações limitadas e trajetórias mais curtas no clube carioca.
VASCO
No atual elenco vascaíno, o desafio se repete. O zagueiro Cuesta perdeu espaço para Alan Saldivia e ainda não atuou sob o comando de Renato, enquanto Rojas e Hinestroza tiveram poucas oportunidade entre os titulares e, em alguns jogos, sequer foram acionados durante as partidas.
Diante desse cenário, a comissão técnica trabalha para acelerar o processo de integração dos estrangeiros, ao mesmo tempo em que busca resultados imediatos em meio à maratona de jogos. A evolução desses atletas pode ser determinante para ampliar as opções do elenco ao longo da temporada e equilibrar o desempenho do Vasco nas diferentes competições que disputa.