Faxina política no Vasco consolida racha na gestão Pedrinho e isola vice-presidente
Além da expulsão de diretores do conselho de integridade, vazamento de mensagens afasta Renato Brito da reforma de São Januário, que agora custa
A crise política no Vasco ganhou novos contornos intensos ao longo da última semana, resultando no expurgo definitivo de dissidentes da cúpula do clube. Consequentemente, após a demissão de quatro membros da diretoria administrativa, a gestão exonerou Felipe Carregal e Sílvio Almeida também do Conselho de Governança, Integridade e Compliance (CGIC). O portal ge destrinchou a situção.
Paralelamente, o ex-presidente do conselho, Manoel Cordeiro, deixou o cargo a pedido, abrindo caminho para que Marcelo Macedo, o Tangerina, assumisse a liderança de forma interina.
Simultaneamente, a diretoria rompeu totalmente com o vice-presidente geral Renato Brito, retirando-lhe todas as funções administrativas. A ruína política de Brito ocorreu devido ao vazamento de prints de um aplicativo de mensagens, no qual ele interagia com os outros quatro diretores demitidos em um grupo chamado "G5 - CRVG".
Crise com grupos da gestão do Vasco
Na ocasião, o jornalista Cauê Rodrigues divulgou as conversas. Elas revelavam diálogos sobre o relatório da então interventora judicial Samantha Longo a respeito da SAF do clube.
Embora o dirigente tenha tentado se defender publicamente, a alta cúpula interpretou o episódio como uma conspiração direta contra o presidente Pedrinho. Em publicação nas redes sociais, há exatamente um mês, Renato Brito afirmou que "o grupo era de gestão do clube associativo."
Por causa disso, a diretoria retirou Brito inclusive da liderança do projeto de reforma de São Januário. Assim, transferiu a responsabilidade para um conselho integrado por Alan Belaciano, Thiago Nascimento e Gustavo Rabelo.
Por fim, a remodelação interna atinge o Vasco em um momento de estagnação nas obras do estádio, visto que a diretoria ainda depende da venda do potencial construtivo para avançar. Nesse contexto, o clube ajustou o orçamento da revitalização para R$ 800 milhões. Valor consideravelmente superior aos R$ 500 milhões previstos no início do projeto —, buscando garantir a sustentabilidade financeira do empreendimento.
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