Credores acionam Justiça e tentam travar venda da SAF do Vasco
Sete ex-jogadores e um ex-preparador físico do clube alegam que o processo descumpre o plano de recuperação judicial
Sete ex-jogadores e um ex-preparador físico do Vasco acionaram a Justiça para suspender a venda da SAF do clube ao empresário Marcos Lamacchia. Os credores da recuperação judicial alegam descumprimento do plano aprovado, já que a proposta prevê um aporte de R$ 500 milhões exclusivo para o futebol, sem priorizar a quitação das dívidas. A defesa do grupo exige a manifestação do Ministério Público e do Administrador Judicial em até 48 horas, defendendo o aval de uma nova assembleia de credores.
O processo da venda da SAF do Vasco ainda passa por percalços, mesmo após o acerto do clube com a 777 carioca LLC. Sete ex-jogadores e um ex-preparador físico do Vasco, que são credores do clube na Recuperação Judicial, pediram à Justiça que suspenda o processo de venda da SAF do clube. A petição exige ainda que o Ministério Público e o Administrador Judicial se manifestem em 48 horas.
O pedido é feito pelos jogadores William Barbio, Douglas Silva, Lucas Siqueira, Breno, Lucas Kal, Willian Maranhão e Luiz Gustavo. Além deles, ex-preparador físico, Flávio de Oliveira, também entra na lista.
Representados pelo advogado Thiago Rino, os credores, portanto, alegam que a venda descumpre o plano de recuperação judicial do Vasco. Segundo eles, a negociação direciona recursos ao futebol em vez de priorizar o pagamento das dívidas cadastradas. Assim, a defesa dos atletas argumenta que a venda da SAF só poderia ocorrer a partir da aprovação em nova assembleia de credores.
No momento, a diretoria vascaína negocia a transferência do comando da empresa para o empresário Marcos Lamacchia. O empresário, afinal, apresentou a proposta de referência do processo. O plano estabelece um aporte obrigatório de R$ 500 milhões no futebol, divididos em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões. Os recursos devem se destinar exclusivamente a contratações, elenco e comissão técnica, sem uso para pagamento de dívidas.
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