Conmebol faz imposição ao Vasco por conta do estádio
A Conmebol deu prazo até terça-feira (13) para o Vasco definir o local da volta da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors. O clube trava uma batalha judicial contra a concessionária do Maracanã, que vetou o jogo para preservar o gramado. O Ministério Público apoia o uso da arena por segurança. Sem poder atuar em São Januário pela exigência de capacidade mínima do torneio, o Nilton Santos surge como alternativa caso o Cruzmaltino não consiga nova liminar a tempo.
O Vasco vive uma corrida contra o tempo nos bastidores para definir onde vai receber o Boca Juniors pela partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. O confronto está marcado para terça-feira (20), às 21h30 (horário de Brasília), e a indefinição sobre o estádio envolve uma disputa com a concessionária responsável pelo Maracanã e decisões judiciais que mudaram o cenário nos últimos dias.
Diante do impasse, a Conmebol estendeu o prazo para o Cruzmaltino informar o local da partida até as 12h desta terça-feira (13). A entidade demonstrou insatisfação com a demora e os problemas jurídicos envolvendo a utilização do Maracanã. O clube tenta garantir o estádio, mas ainda precisa superar os obstáculos judiciais para confirmar o planejamento.
A principal dificuldade está na resistência da Fla-Flu Serviços S.A., concessionária que administra o complexo do Maracanã. A empresa recusou o pedido vascaíno sob a justificativa de preservar o gramado diante do calendário de utilização do estádio. O Vasco contestou a decisão e recorreu à Justiça para tentar assegurar o direito de mandar a partida no local.
A disputa teve reviravoltas. Inicialmente, a Justiça negou o pedido do clube. Na sexta-feira (9), porém, uma decisão do desembargador Marco Antônio Ibrahim determinou que a concessionária disponibilizasse o estádio para o confronto. A Conmebol chegou a anunciar oficialmente o Maracanã como palco do duelo. No entanto, uma nova decisão suspendeu a liminar no sábado (10), devolvendo a indefinição ao caso.
O Ministério Público do Rio de Janeiro também entrou na discussão e pediu a reconsideração da decisão que suspendeu a liberação do estádio. O órgão defende o Maracanã por questões de segurança, com base em uma avaliação da Polícia Militar, que considera o local mais adequado para receber as torcidas de Vasco e Boca Juniors. Entre os fatores estão a capacidade, o transporte público e a organização da chegada e da saída dos torcedores.
Nesta segunda-feira (12), o Vasco apresentou um novo pedido de liminar para tentar reverter o veto. O clube argumenta que a partida continental deve ter prioridade em relação a outros eventos e cobra critérios iguais na concessão do estádio. A concessionária, por sua vez, sustenta a preocupação com a conservação do gramado.
Caso não consiga utilizar o Maracanã, o Cruz-Maltino tem o Estádio Nilton Santos como alternativa no Rio de Janeiro. São Januário não atende à exigência de capacidade mínima de 30 mil espectadores estabelecida pela Conmebol para esta fase da competição.
Enquanto aguarda uma definição, o Vasco se prepara para enfrentar o Boca Juniors nesta terça-feira (13), às 21h30 (horário de Brasília), em La Bombonera, pelo jogo de ida da semifinal. A indefinição sobre o palco da volta aumenta a pressão nos bastidores, já que o clube precisa resolver a questão dentro do prazo estabelecido pela entidade sul-americana.
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