Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Tênis

Publicidade

WTA exigirá teste de gênero para jogadoras; entenda a nova regra

Nova regra substitui a política adotada desde 2024, que permitia a participação de mulheres trans

20 jul 2026 - 08h52
(atualizado às 10h52)
Compartilhar
Exibir comentários
(
(
Foto: Divulgação/X/WTA / Esporte News Mundo

A WTA anunciou uma mudança significativa em sua política de elegibilidade para o circuito feminino de tênis. A partir desta terça-feira, todas as atletas que desejarem disputar competições organizadas pela entidade deverão realizar um teste genético de gênero. A nova regra substitui a política adotada desde 2024, que permitia a participação de mulheres trans mediante critérios hormonais.

O exame será realizado apenas uma vez ao longo da carreira da tenista e poderá ser feito por meio de coleta de sangue ou swab bucal. O objetivo é verificar a presença do gene SRY, localizado no cromossomo Y e associado ao desenvolvimento de características masculinas. Caso o resultado seja positivo, a atleta será submetida a uma avaliação médica antes que sua situação seja analisada pela entidade.

Em comunicado oficial, a WTA afirmou que a atualização foi aprovada após consultas com atletas e análise das mudanças recentes no esporte feminino.

"A política de elegibilidade feminina da WTA foi concebida para promover a igualdade de oportunidades no tênis profissional feminino e manter uma competição justa para todas as jogadoras", informou a entidade.

Com a alteração, a elegibilidade para o circuito feminino passa a ser baseada no sexo biológico. A regra anterior determinava que mulheres trans poderiam competir desde que mantivessem os níveis de testosterona abaixo de 2,5 nmol/L por, no mínimo, dois anos antes da autorização para disputar torneios. Segundo a própria WTA, não há registros de mulheres trans atuando no circuito profissional da organização.

A decisão acompanha uma tendência observada em outras entidades esportivas internacionais. Em março deste ano, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que também adotará testes genéticos de gênero para atletas inscritas nas Olimpíadas, medida que entrará em vigor a partir dos Jogos de Los Angeles 2028. O órgão recomendou ainda que federações internacionais adotassem critérios semelhantes em suas competições.

Além da WTA, as federações internacionais de atletismo e boxe já implementaram políticas de elegibilidade baseadas em testes genéticos. O COI prevê exceções para atletas diagnosticadas com Síndrome de Insensibilidade Completa aos Andrógenos (CAIS) e para alguns casos de diferenças no desenvolvimento sexual (DSDs), desde que não haja vantagem competitiva decorrente da ação da testosterona.

Apesar do debate sobre o tema, a participação de atletas trans em Jogos Olímpicos foi limitada até o momento. O caso mais conhecido é o da levantadora de peso Laurel Hubbard, que competiu na categoria feminina durante a Olimpíada de Tóquio, realizada em 2021.

Esporte News Mundo
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra