São Paulo terá 15 dias para responder à ação de Julio Casares na Justiça
Ex-presidente levou ao Judiciário contestação contra acusações que resultaram em sua expulsão do quadro associativo
A Justiça de São Paulo determinou que o São Paulo Futebol Clube apresente contestação em até 15 dias na ação movida por Julio Casares. O ex-presidente recorreu à 9ª Vara Cível para reverter sua expulsão do quadro associativo, aprovada recentemente pelo Conselho Deliberativo. Na ação, a defesa contesta a acusação de gestão temerária, alegando que a administração seguiu as normas internas, adotou mecanismos de governança e contou com profissionais especializados, avançando sem conciliação.
O São Paulo ganhou um novo prazo dentro da disputa judicial com Julio Casares. A Justiça determinou que o clube apresente contestação em até 15 dias na ação movida pelo ex-presidente, que tenta derrubar os argumentos usados para justificar sua expulsão do quadro associativo. A decisão saiu na quarta-feira (30), na 9ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Casares levou o caso ao Judiciário na segunda-feira (28), poucos dias depois da expulsão aprovada pelo Conselho Deliberativo. Na ação, sua defesa contesta a acusação de gestão temerária e sustenta que a administração seguiu procedimentos internos, contou com profissionais especializados e adotou mecanismos de governança.
Processo avança sem audiência de conciliação no São Paulo
O juiz Valdir da Silva Queiroz Jr. determinou a citação do São Paulo e dispensou, neste momento, a audiência de conciliação. O magistrado apontou a falta de estrutura material para o ato e citou o princípio da duração razoável do processo como fundamento para a decisão.
A dispensa, porém, não fecha a porta para um acordo. Casares e o São Paulo ainda podem negociar fora do processo ou pedir uma nova audiência caso apareça uma possibilidade concreta de conciliação. Por enquanto, o caminho formal passa pela resposta do clube dentro do prazo estabelecido pela Justiça.
Na petição, Casares também questiona a reprovação das contas de 2025. A defesa sustenta que o exercício apresentou superávit de aproximadamente R$ 56 milhões e redução de R$ 110 milhões na dívida. Além disso, os advogados ainda afirmam que a rejeição das contas teve motivação política, argumento apresentado pela defesa e que ainda será discutido no processo.
Outro ponto relevante envolve cerca de R$ 11 milhões em saques em dinheiro durante o período da gestão Casares. O ex-presidente afirma que os valores serviram para premiações e despesas operacionais e nega qualquer apropriação indevida. A defesa também pede documentos financeiros e uma perícia judicial para esclarecer a movimentação dos recursos.
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