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São Paulo não cumpre prazo e estipula nova data para pagar direitos de imagem

2 set 2026 - 09h05
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Resumo
O São Paulo adiou para o fim de setembro a quitação dos direitos de imagem atrasados do elenco, que variam de dois a quatro meses de pendência, embora os salários em carteira sigam em dia. O atraso ocorreu devido ao travamento burocrático de um contrato com a Ticketmaster no Conselho Deliberativo, que prevê adiantar R$ 140 milhões ao clube. Pressionada por torcidas organizadas, a diretoria tricolor reafirmou que usará essa receita para normalizar os pagamentos até o novo prazo limite estipulado.

A promessa feita aos jogadores ficou pelo caminho, e agora o São Paulo trabalha com um novo prazo para colocar as contas em ordem. A diretoria tricolor estipulou o fim de setembro como limite para quitar os valores de direitos de imagem que estão atrasados com integrantes do elenco.

Foto: Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo FC ( Reprodução/Youtube) / Gávea News

O compromisso anterior era regularizar a situação até o início de agosto, mas dificuldades burocráticas impediram o cumprimento. O problema não atinge todos os atletas da mesma maneira. A maior parte do grupo acumula cerca de dois meses de atraso, enquanto alguns jogadores enfrentam pendências que chegam a quatro meses. Há ainda atletas formados nas categorias de base que relatam não ter recebido parcelas de imagem durante 2026.

Apesar do cenário, os salários registrados em carteira estão sendo pagos normalmente. A manutenção dos vencimentos em dia reduz o risco de problemas trabalhistas e evita que a crise financeira ganhe proporções ainda maiores no vestiário.

A expectativa da diretoria está diretamente ligada a uma operação comercial que pode mudar o fluxo de caixa do clube. O São Paulo encaminhou ao Conselho Deliberativo uma proposta para que a Ticketmaster assuma a gestão dos ingressos do Morumbis a partir de 2027, substituindo a atual parceria.

O acordo prevê uma antecipação de R$ 140 milhões ao Tricolor ainda em 2026. Entretanto, o dinheiro só seria disponibilizado 45 dias depois da assinatura definitiva. Como a aprovação do Conselho ainda não aconteceu, a receita esperada não entrou no momento planejado e acabou comprometendo o cronograma de pagamentos.

Nos bastidores, a pressão aumentou. Representantes de torcidas organizadas estiveram no CT da Barra Funda recentemente para cobrar explicações sobre o momento do clube. A diretoria, então, reafirmou que pretende utilizar o recurso da operação comercial para zerar as pendências com o elenco até 30 de setembro.

Gávea News
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