São Paulo começa a pagar salários atrasados e prioriza base
Clube quitou parte dos vencimentos de agosto e começou pelos atletas de menor remuneração
O São Paulo iniciou o pagamento dos salários atrasados de agosto, priorizando atletas da base e de menor remuneração. O clube ainda deve até três meses de direitos de imagem, o que levou líderes do elenco a criarem um pacto de apoio mútuo aos mais afetados. A diretoria atribui a crise à disputa política interna e à demora do Conselho Deliberativo em aprovar o acordo com a Ticketmaster, que prevê adiantar R$ 110 milhões via empréstimo para aliviar o fluxo de caixa tricolor.
O São Paulo começou a reduzir nesta sexta-feira (11) a dívida salarial com o elenco profissional. A diretoria decidiu priorizar inicialmente os jogadores de menor remuneração. Entre os atletas que receberam estão principalmente jovens formados nas categorias de base.
Os pagamentos correspondem a parte dos salários em carteira referentes a agosto. O vencimento estava previsto para o último dia 8, mas nem todo o elenco teve os valores regularizados. A expectativa interna é que os demais jogadores recebam ainda nesta sexta-feira.
Dívida com elenco continua em aberto
Além dos salários registrados em carteira, o São Paulo também enfrenta um problema com os direitos de imagem. Atualmente, são três meses de pagamentos atrasados. Caso uma nova parcela não seja quitada até o dia 28, a pendência chegará a quatro meses.
A sequência de atrasos provocou preocupação entre os jogadores. Diante da situação, lideranças do elenco conversaram internamente e estabeleceram uma espécie de pacto. A ideia é oferecer auxílio financeiro aos companheiros que eventualmente enfrentarem dificuldades.
Nesse cenário, a escolha da diretoria por começar pelos atletas de menor remuneração ganhou ainda mais importância. O clube tenta diminuir a pressão interna enquanto busca recursos para colocar os pagamentos em dia.
Por outro lado, integrantes da alta cúpula tricolor atribuem parte das dificuldades financeiras à disputa política interna. A principal queixa envolve a demora do Conselho Deliberativo para analisar o acordo firmado com a Ticketmaster.
O contrato já recebeu aprovação do Conselho de Administração e prevê uma antecipação de R$ 110 milhões ao São Paulo. O valor funcionará como um empréstimo e deverá ser devolvido pelo clube ao longo de cinco anos, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.
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